Fórum Romano

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

7˚ano: Os povos bárbaros

Os Povos Bárbaros e a destruição do Império Romano


Clique na imagem para ampliar e facilitar a realização da atividade da apostila

O papa Leão encontra-se com Átila às portas de Roma e o convence a não saquear a cidade. Rafael Sanzio - Museu Vaticano

Na edição número 45 da Revista Mundo Estranho, Roberto Navarro fez uma breve descrição dos povos que eram chamados de bárbaros pelos romanos, vale a leitura!
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-eram-os-barbaros


Conheça os saxões: Ao som de tambores de batalha, esse povos guerreiro atacou a parte norte da Europa. Eram muito cruéis em suas táticas de conquista e excelentes soldados.



Os Hunos: Vindos do Oriente, chegaram até às portas de Roma. Liderados por Átila, conhecidos pela bravura e coragem, conquistaram uma vasta extensão territorial e formaram um temível império.



Os Francos:



Os Vândalos: O nome deles significava destruição. Aproveitando-se da fragilidade do já decadente Império romano, os vândalos atacam cidades e aldeias.



E agora meus bárbaros preferidos, embora a batalha que travaram com os romanos tenha ocorrido muito antes desse período.
Caso queira conhecer mais povos bárbaros, o youtube tem toda a série feita pelo History Channel, basta escolher!

Os Gauleses:  Asterix e Obelix!



Um ótimo feriado a todos!

Iluminismo: 2˚ano

Olá pessoal,
Segue material para organizar o estudo sobre o tema central: Iluminismo,  que norteará muitos dos assuntos que trabalharemos esse ano:
-Slides de aula (aproveitando o arquivo que já estava disponível no slide share)
- Texto alegórico de Voltaire: O Elogio da Razão de Voltaire,
- Sugestão de exercícios adicionais, 

Bom trabalho e um ótimo carnaval a todos! 



Em meados do século XVIII, pensadores europeus exaltavam a razão e o espírito critico como “luzes” capazes de clarear a mente das pessoas e de eliminar a escuridão da ignorância e da miséria humana. A respeito disso, o francês Voltaire escreveu esta interessante alegoria:

“Fez Erasmo, no século XVI, o Elogio da Loucura. Vós me ordenais que vos faça o elogio da Razão. Essa razão, com efeito, só costuma ser festejada duzentos anos após a sua inimiga, e às vezes muito mais tarde; e existem nações onde ela ainda não foi vista.
Era tão desconhecida entre nós, (...) que nem sequer tinha nome em nossa língua. (...) Apodrecemos por muito tempo nesta horrível e desonrosa selvageria, da qual as Cruzadas não nos tiraram. (...) A Razão ocultava-se em um poço, como a Verdade, sua filha. Ninguém sabia onde ficava este poço, e, se o descobrissem, ali teriam descido para degolar mãe e filha.
Depois que os turcos tomaram Constantinopla, redobrando os espantosos males da Europa, dois ou três gregos, ao fugirem, tombaram nesse poço, ou antes, nessa caverna, semimortos de cansaço, de fome e de medo.
A Razão recebeu-os com humanidade (...) Receberam dela algumas instruções, em pequeno número, pois a Razão não é prolixa. Obrigou-os a jurar que não revelariam o local do sue retiro. Partiram, e chegaram, depois de muito andar, aos salões reais.
Receberam-nos  ali como mágicos para distrair a ociosidade dos cortesãos e das damas, no intervalo de seus encontros (...) Chegaram até a ser acolhidos pelo rei da França, que lhes lançou um olhar de passagem, quando ia se encontrar com sua amante. Mas eles foram melhor compreendidos nas pequenas cidades, onde encontraram alguns burgueses que ainda tinham um pouco de senso comum.
(...) Esse fraco clarão se extinguiu em toda a Europa, entre as guerras civis que a assolaram. Duas ou três faíscas da Razão não podiam aclarar o mundo no meio das tochas ardentes e das fogueiras que o fanatismo ascendeu durante tanto tempo. A Razão e sua filha ocultaram-se mais que nunca. (...) Enfim, há algum tempo lhes deu vontade de ir em perseguição a Roma disfarçadas e anônimas, por medo da Inquisição. (...) O papa reconheceu os disfarces e as beijou cordialmente. Apos os cumprimentos, trataram de negócios. Logo no dia seguinte, o papa aboliu leis, diminuiu impostos de que o povo se queixava, estimulou a  agricultura e as artes, fez-se estimado por todos.
Satisfeitas,as duas se despediram do papa e continuaram a viagem sem precisar de disfarces. Passaram pela Itália, pela Alemanha, pela Áustria, pela Inglaterra e a França.
- Minha filha- dizia a Razão à Verdade – creio que nosso reino poderia bem começar, após tão longa prisão. Era preciso passar pela  trevas da Ignorância e da Mentira antes de entrar no seu palácio de luz, de que foste expulsa comigo durante tantos séculos. Acontecerá conosco o  que aconteceu com a Natureza: esteve ela coberta de um véu e toda desfigurada durante inúmeros séculos. Afinal chegou um Galileu, um Copérnico, um Newton, que a mostra quase nua, fazendo os homens enamorarem-se dela. (...) Vejo que há dez ou doze anos os europeus se vêm  empenhando para pensar mais solidamente do que haviam feito durante milhares de séculos. Ousou-se pedir justiça. Ousou-se enfim, pronunciar o nome Tolerância.
- Pois bem, minha filha, gozemos destes belos dias; fiquemos por aqui, se durarem; e, se vierem tempestades, voltaremos ao nosso poço.”

          Fragmentos de Voltaire, Elogio Histórico da Razão, 1775. In: Contos. São Paulo: Abril Cultural, 1972 p. 649-656.

1)  Como podemos observar os ideais iluministas de Voltaire nas entrelinhas do texto? O que o motivou a escrever o esta obra? 
2) No início do texto, Voltaire cita Erasmo de Roterdam, que em 1509 escreve  Elogio da Loucura, onde discorre com ironia, sobre as formas de estupidez humana. Voltaire escreve Elogio da Razão. Descreva quais as  principais diferenças entre a Loucura e a Razão. Por que, em sua opinião, Voltaire chamou a Loucura de Inimiga da Razão?
3) Comente: “... A Razão ocultava-se num poço, com a Verdade, sua filha. Ninguém sabia onde ficava este poço, e, se o descobrissem, ali teriam descido para degolar mãe e filha.”
4) Por que a mensagem da Razão, transmitida pelos fugitivos gregos, encontrou melhor acolhida entre os burgueses das cidades? 
5) Comente: “... Duas ou três faísca de Razão não podiam aclarar o mundo no meio das tochas ardentes e das fogueiras que o fanatismo acendeu durante tantos anos...” 


Adicionais: 
Voltaire e a desigualdade

            Voltaire escreveu romances, peças teatrais, além de trabalhos sobre filosofia e ciências. Sempre, em seus textos, ele manifesta críticas ácidas e irônicas contra reis, nobres, ministros, religiões, teorias científicas e filosóficas. O trecho a seguir foi retirado do livro Dicionário Filosófico, de 1764, onde discorre sobre a desigualdade: 
            “O que deve um cão a um cão, um cavalo a um cavalo? Nada. Nenhum animal depende de seu semelhante. Tendo, porém, o homem recebido o raio da divindade a que se chama Razão, qual foi o resultado? Ser escravo em quase toda a terra. Se o mundo fosse o que parece ser, isto é, se em toda parte os homens encontrassem subsistência fácil e certa e clima apropriado à sua natureza, impossível teria sido a um homem servir-se de outro. (...) 
            No estado natural de que gozam os quadrúpedes, aves, répteis, tão feliz como eles seria o homem, e a dominação, quimera, absurdo em que ninguém pensaria: para que  servidores se não tivésseis necessidade de nenhum serviço? (...) Todos os homens seriam necessariamente iguais, se não tivessem necessidades. A miséria que avassala a nossa espécie subordina o homem ao homem – o verdadeiro mal não é a desigualdade: é a dependência. Pouco importa chamar tal homem Sua Alteza, tal outro Sua Santidade. Duro, porém, é um servir o outro. (...) Impossível neste mundo miserável, que a sociedade humana não seja dividida em duas classes, uma de opressores, outra de oprimidos. Essas duas classes subdividem-se em mil outras (...) Nem todos os oprimidos são absolutamente desgraçados. A maior parte nasce nesse estado, e o trabalho contínuo impede-os de sentir toda a miséria da sua própria situação. 
            Todo o homem nasce com forte inclinação para o domínio, a riqueza, o prazer e, sobretudo a indolência (...) Tal como é, é impossível o gênero humano subsistir, a menos que haja uma infinidade de homens úteis que nada possuam. Porque, claro é que homem satisfeito não deixará sua terra para vir lavrar a vossa. (...) Igualdade é, pois, a  coisa mais natural e ao mesmo tempo mais fantasiosa. Como se excedem em tudo que deles dependa, os homens exageram essa desigualdade”. 

                                                         VOLTAIRE, Os Pensadores. V. 23. São Paulo: Abril Cultural, 1973. P. 223-224. Adaptado) 

1)    Pode-se afirmar que o texto de Voltaire é um texto iluminista? Apresente argumentos do texto para validar sua resposta. 
2)    Como Voltaire apresenta a desigualdade e a dependência? Relacione às informações à sociedade do período (século XVIII). 

Montesquieu e a divisão dos poderes

            “Há, em cada Estado, três espécies de poderes: o poder legislativo, o poder executivo das coisas que dependem do direito das gentes, e o executivo das que dependem do direito civil. Pelo primeiro, o príncipe ou magistrado que faz as leis por certo tempo ou para sempre e corrige as que estão feitas. Pelo segundo,  faz a paz ou  a guerra, envia ou recebe embaixadas, estabelece a segurança (...) Pelo terceiro, pune os crimes ou julga as querelas dos indivíduos.(...) 
A liberdade política, num cidadão, é esta tranquilidade de espírito que provém da opinião que cada um possui de sua segurança, para que tenham esta liberdade, cumpre que o governo seja de tal modo, que um cidadão não possa temer outro cidadão. Quando na mesma pessoa ou no mesmo corpo de magistratura o poder legislativo está reunido ao poder executivo, não existe liberdade, pois se pode temer que o mesmo monarca ou o mesmo senado apenas estabeleçam as leis tiranicamente. Se num Estado livre todo homem que supõe ter uma alma livre a si próprio, é necessário que o povo, no seu conjunto, possua o poder legislativo”. 

                                 ( MONTESQUIEU, O Espírito das Leis, Livro XI, Cap. VI)

1)    Pode-se afirmar que o texto iluminista? Apresente argumentos do texto para validar sua resposta. 
2)    É possível afirmar que, neste trecho, Montesquieu faz uma oposição entre liberdade e absolutismo? Justifique. 
3)    Levando em conta seus conhecimentos sobre as teorias apresentadas por Montesquieu, compare essas ideias às apresentadas por Voltaire no trecho: “Todo o homem nasce com forte inclinação para o domínio, a riqueza, o prazer e, sobretudo a indolência”. Explique. 

Rousseau e a propriedade- do livro: Da origem das desigualdades entre os Homens:

            “O primeiro que concebeu a ideia de cercar uma parcela de terra e dizer “Isso é meu!” e encontrou gente suficientemente ingênua que lhe desse crédito, foi o autêntico fundador da sociedade civil. De quantos delitos, guerras, assassinatos, desgraças e horrores teria livrado o gênero humano aquele que, arrancando as estacas, enchendo os sulcos divisórios, gritasse: “Cuidado, não dê crédito a este trapaceiro; você perecerá se esquecer de que a terra pertence a todos”. (...) 
Comparei, sem preconceito, o estado do homem civilizado com o do homem selvagem, e investigai, seu o puderdes, como além de sua maldade, das suas necessidades e da sua miséria, o primeiro abriu novas portas à miséria e a morte. Se considerardes o sofrimento de espírito que nos consomem, as paixões violentas que nos esgotam e nos desolam, os trabalhos excessivos de que os pobres estão sobrecarregados, a moleza ainda mais perigosa à qual os ricos se abandonam, uns morrendo de necessidades e outros de excessos; se pensardes nas monstruosas misturas de alimentos, na sua  perniciosa condimentação, nos alimentos corrompidos, nas drogas falsificadas, das velhacarias dos que as vendem, nos erros daqueles que as administram (...) e prestardes atenção nas moléstias epidêmicas oriundas da falta de ar das multidões de seres humanos reunidos; (...) “
1) Quais os aspectos iluministas presentes no texto? Explique suas escolhas. 
2) Por que para Rousseau a propriedade privada seria a origem de todos os males sociais?


Exercício 4: 
Leia a seguir os versos do poeta inglês do século XVII Alexander Pope: 

“A natureza e suas leis permaneciam na obscuridade. 
Deus disse; Faça-se Newton
E tudo se tornou Luz”
(ROBERTS, J. M. History of the role. Oxford University Press, 1993) 

a)     De acordo com o texto, indique uma característica do Iluminismo. 
b)    “Século das Luzes”: é assim que se costuma designar o século XVIII. A que deve-se esse título?

Dúvidas? Anote e leve para nossa aula de 12/02!   
  
          

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sherlock Holmes e a Liga dos Cabeças Vermelhas

Olá alunos dos 6s anos 2016, sejam bem vindos!

Aventuras de Sherlock Holmes no século XXII, trata-se de uma adpatação da história que lemos em sala, divirtam-se!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Projeto Ser ou crescer: afinal, o que se passa na cabeça desses jovens?

Para o ano letivo de 2015 fui convidada a participar de um projeto novo com os alunos dos 8˚s anos em relação ao projeto de vida e de futuro. Quando o planejamento se iniciou, ainda em 2014, nossos planos centravam-se em torno do Estudo do Meio que ocorre na cidade de Paranapiacaba, nas transformações sociais e tecnológicas das últimas décadas do século XIX e XX, nada muito definido ou fechado.  
O ponto de partida seria o livro "Jovens Brasileiros:uma aventura literária 10 momentos de nossa história", de Ivan Jaf, material paradigmático que adoto em parceria com a área de Língua Portuguesa, serviu-nos de inspiração para a elaboração das crônicas sobre novos jovens brasileiros, os que vivem o século da transformação, o século XXI. 
http://livraria.folha.com.br/livros/livros-paradidaticos/jovens-brasileiros-ivan-jaf-vera-vilhena-toledo-1325034.html?tracking_number=773&gclid=CJ_pmJi4qcoCFYYEkQodQmcG0g


A parceria entre as áreas de História, Pensar Crítico, Geografia e Língua Portuguesa,  deu início ao projeto interdisciplinar e à elaboração das primeiras atividades. Com os alunos dos 8˚s anos de 2015, verdadeiros protagonistas desse projeto, delineamos as primeiras metas e desejos. Aos poucos estabelecemos a rede do projeto a ser desenvolvido, o que modificou a ideia inicial, o foco não seriam apenas as transformações tecnológicas contemporâneas, mas as transformações físicas, emocionais e sociais dos jovens frente ao mundo em permanente e dinâmica transformação. 
Os primeiros questionamentos e pesquisas centraram-se em temas polêmicos, como: 

- liberdade x realidade x preconceito; 
- Direitos e deveres dos jovens; 
- Respeito ao outro;
- Qualidade de vida - classes sociais x poder aquisitivo-  
desigualdades, 
-  Perspectivas de Futuro x possibilidades sócio aquisitivas; 
- Capacidade de decisão: o que se gosta, por que, forma de pensar;
- Conflitos: diferentes pontos de vista: adolescente x pais x professores
- Tabus: sexo, sociedade

Decidimos que o produto final dessas atividades seria a elaboração e impressão de um livro, cujo título, criado em conjunto com as turmas seria: Ser ou crescer, afinal, o que passa na cabeça desses jovens? 

Após debates e discussões, nossa rede de projeto ficou assim: 




Rede final, elaborada para a Mostra de Projetos que ocorreu em Outubro, já com a capa do livro de contos finalizada. 


Como é ser adolescente no Brasil de hoje? Quais são os valores que norteiam os jovens? Que dificuldades enfrentam? Quais são seus sonhos e angústias?


Por meio de pesquisas e análises acerca da sociedade brasileira contemporânea,  relatos históricos foram elaborados, seguidos por crônicas relacionadas a dilemas e vivências em relação à política, amizade, amor, preconceito, insegurança e medos desses jovens. 

Foi um projeto longo e proveitoso, iniciado em março e finalizado apenas em outubro. Pesquisas foram realizadas; relatos históricos elaborados; as primeiras, segundas, terceiras versões escritas e reescritas, sugestões de aprofundamento e buscas adicionais de informações para melhor embasar os contos que estavam sendo escritos.  

Com o material escrito finalizado e corrigido, era necessário uma capa que traduzisse tudo os leitores encontrariam no material. A talentosa aluna Raquel, do 8˚ano A deu muitas ideias e resolveu fazer um esboço. Apresentei o material em ambas as turmas, todos gostaram muito, principalmente porque a ideia de colocar jovens de costas, como se olhassem para o futuro a frente foi muito significativa, além do que, o que seria mais a cara da tecnologia do que o título escrito em um box que lembrava o Itunes do Iphone? 
As adequações gráficas foram feitas com a ajuda do meu marido Ricardo, que adequou e acrescentou todas as informações necessárias à impressão. Os textos foram organizados por mim e pela professora Brenda, eis o resultado final: 

                                  
Adorei o resultado! 

Nossa artista, Raquel Carvalho

A venda de pizzas para podermos enviar o material à gráfica para impressão ocorreu em setembro com a ajuda da nossa orientadora Vânia Camata, agradecemos aos pais e a todos que acreditaram no projeto, possibilitando que ele se concretizasse. Imprimimos 100 cópias e mais a versão e-book, alguns alunos realizaram arte gráfica para seus contos, com destaque para os trabalhos das alunas Ellen e Raquel, que auxiliaram quem tinha dificuldades. 

Organizamos as imagens de ilustração e trechos dos contos para a impressão em banners, que compuseram o espaço do 8˚ano no dia da Mostra de Projetos. 



Matheus Oliveira, 8˚ano A: A Conquista, ilustração: Raquel Carvalho
Ellen Bento e Milena Reis, 8˚B: Paixão Adolescente, ilustração Ellen Bento
Mariana Dotta, 8˚A: Quando Vivemos, ilustração: Mariana Dotta
Giovanna Rossi, Túlio Brilho e Luiza Rennó, 8˚B: As escolhas de Raíssa, ilustração: Luiza Rennó
Raquel Carvalho, 8˚A: Fur Elise, ilustração Raquel Carvalho
Guilherme Coury, 8˚A: Por um mundo melhor, ilustração: Guilherme Coury
Giulia Barbosa, Maysa Pereira e Júlia Morais, 8˚A: A culpa é sempre dela, ilustração Giulia Barbosa
Carolina Borges e Beatriz Folegatti, 8˚A: O Arpoador, ilustração Raquel Carvalho
Gabriela Nazário e Fernanda Iamarino, 8˚A, ilustração: Raquel Carvalho
Lara Davi e Laura Pedro, 8˚B: O amor acontece, ilustração: Ellen Bento
É possível ler todo o material na publicação abaixo, que está hospedada no slideshare. 




     
Nas aulas de redação, elaboraram o jornal Fala Jovem, onde relataram, a partir do seu ponto de vista, a execução e produção final da atividade.
Finalmente, a Mostra de Projetos, onde pudemos receber as famílias e autografar os livros.



E finalmente a Mostra de Projetos estava pronta: Manhã de Autógrafos!




As mensagens deixadas pelas famílias: 



Mas afinal, quem são esses jovens que foram além do proposto e deixaram sua professora cheia de orgulho?

O 8˚ano A:

Nós, alunos do 8º ano A do Colégio Fundamentum, somos uma classe animada e criativa. Gostamos muito de sair juntos e conversar, mas sabemos o momento certo em que devemos nos dedicar. Como a maioria dos jovens de nossa idade, praticamos esportes, nos divertimos, vamos a festas e estudamos. Somos uma classe muito unida pela amizade e aqui todos se ajudam!

O 8˚ano B:


Nós somos a turma do 8ºB, uma sala sem igual, tudo que é proposto para fazermos, nós fazemos muito bem. Nós gostamos dos desafios!  Somos muito - e coloque ênfase nesse muito - falantes. Como toda sala, aqui tem brigas, amizades e risadas. Muitas risadas!! Com certeza, somos únicos!



Para finalizar esse post, desejo agradecer  a todos esses alunos queridos que toparam esse desafio e fizeram esse projeto possível, à direção, coordenação e orientação do Colégio Fundamentum, por apoiarem e acreditarem no potencial transformador dos jovens,aos meus amigos e companheiros de trabalho, Wellington e Brenda, por trabalharem arduamente comigo, por vezes noites a fio, para que de fato, o projeto pudesse ser viabilizado, e às famílias, por acreditarem em todos nós. 

     

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Exposição Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México

No final de semana do feriado de 12/10 fomos a São Paulo para ver a exposição de Frida Kahlo no Instituto Tomie Ohtake. 
Minha admiração por Frida começou quando, ainda uma jovem estudante de História e atendente de video-locadora, descobri sua história de vida fascinante. Mulher forte, sonhadora e criativa. As cores, as jóias, as roupas, as tragédias e sua permanente resiliência me fascinaram, isso sem dizer de suas escolhas políticas, que para mim, no momento em que minha consciência política começava a se formar, parecia um modelo a ser seguido. Nessa época também era um enorme sucesso o filme estrelado por Salma Hayek, Alfred Molina e Geoffrey Rush (não gosto de pensar em Trotsky como Geoffrey Rush, mesmo admirando o ator) e lembro de longas conversas sobre os papéis, representações e direção de arte com meu amigo Anderson. Mais de dez anos se passaram, faz tempo, mas o fascínio permaneceu e hoje, sem dúvida, mais madura e com maior volume de leituras, é ainda maior. 

O espaço Tomie Ohtake é ótimo, já abrigou outras exposições dignas de nota, vale a visita e certamente um café. O espaço voltou-se todo para a mais que especial exposição, as lojas lotaram seus estoques com os mais variados produtos com temáticas da artista, desde camisetas, livros, aventais até capinhas de celulares. Estava lá, na porta de uma dessas lojas, uma réplica do colete que Frida precisou usar após o acidente com o bonde. Minha filha de 12 anos, Ana Clara, me acompanhou na visita, sua curiosidade me encanta e fascina, queria saber porque precisava utiliza-lo e ficou chocada, como todos, ao saber sobre o acidente e a dor que a acompanhou durante toda a vida. 

A exposição está belíssima, gostei especialmente dos textos bem elaborados e explicativos. Além das obras da artista foi possível admirar a obra de várias outras artistas mexicanas e também de outras nacionalidades que compunham o grupo de amigas de Frida, como Mária Izquierdo, Lola Álvarez Bravo, Remedios Varo, Alicie Rahon, Leonora Harrington, Kati Horna, Rosa Rolanda, Bridget Tichenor, Jacqueline Lamba e Sylvia Fein. 

Encontram-se expostas figuras, pinturas, fotografias, catálogos, revistas, reportagens em jornais da época e vestuário. A coesão do acervo apresentados ao público é belíssimo, intenso e dramático. 
A composição surrealista dessas mulheres que ousaram quebrar o paradigma de serem apenas "esposas" e tornaram-se artistas. As obras fogem do gosto tradicional burguês e o surrealismo, surgido na França na década de 1920, ganha novas cores e contornos no México de Frida e dessas mulheres únicas e criativas. 
                                       


Frida fez muitos autorretratos, a análise dessas autorrepresentações, valorizando elementos naturais ou da história pré-hispânica do México, estética seguida pelas outras  mulheres surrealistas de seu grupo, o corpo feminino é explorado nessas obras, sendo colocado como local sagrado, residência do criativo, da sensualidade e sexualidade, da dor e sofrimento, no caso de Frida, as esferas de público e privado se confundem. 

                                    
AFrida Kahlo - El abrazo de amor del Universo, la Terra (México,), Diego, yo y el señor Xolotl, 1949 - Óleo sobre madeira masonite 70 x 60,5 cm. Obra incrível, cheia de detalhes e passível de múltiplas interpretações, fiquei estarrecida em poder vê-la pessoalmente. 
                           
Mária Izquierdo - Alegoria do Trabalho - Guache sobre papel - 1933-1936


Frida- 1933- óleo sobre metal  e Diego - 1937- óleo sobre Masonite

   
Frida, Autorretrato com Tranças 1941 - óleo sobre tela

                                            

                                                       

Diego em mis pensamentos, de 1943, traje de noiva tehuano - ao olhar atentamente a fotografia é possível verificar que, observada por Diego Frida pinta a tela em exposição lindamente vestida.
Releituras de suas roupas coloridas e únicas, às quais me causaram encantamento na adolescência, os detalhes, os bordados, a busca pela beleza histórica ancestral, chamados tehuanos, fazem dos modelos adotados pela artista ainda ousados e exóticos, concordando com o site Stylight: "beleza em cada detalhe". Numa época em que o belo era copiar vestimentas europeias, essa mulher fantástica buscou a beleza em suas raízes históricas, Apesar da disso, foi impossível não pensar no que estava por baixo dos tecidos magníficos e tantos bordados, a estrutura metálica que sustentava seu corpo após o acidente, lembrei-me do título de uma exposição no Museu Frida Kahlo na cidade do México no ano passado: As aparências enganam, os vestidos de Frida Kahlo.


O mais mágico foi poder ver nos olhos da minha filha, o encantamento que sempre estiveram nos meus. Ela estava hipnotizada pela beleza, pelos mesmos detalhes que me fascinaram, certamente a deixavam como uma rainha. 



Nu (Frida Kahlo) de Diego Rivera, 1930
A sutileza dos detalhes dessa obra me encantaram, achei belíssima!

foto de Lola Alvarez Bravo, Frida Kahlo, sem data

Esse desenho me impressionou e entristeceu, representa os abortos e as tentativas frustradas de ser mãe. 

Quanto à Ana Clara, ficou apaixonada pelos reinos mágicos dessas mulheres surrealistas, foi certamente, sua parte preferida da exposição. 
Vou reproduzir a explicação apresentada pela curadoria da exposição: Os surrealistas tinham especial interesse pela magia e por diversas doutrinas esotéricas como tarô, a astrologia, a cabala e a alquimia, e acreditavam que as mulheres tinham poderes especiais. Muitas delas representavam a si mesmas como deusas, feiticeiras ou figuras míticas como forma de assenhoreamento. Nas pinturas representavam com frequência rituais mágicos ou alquímicos e, em sua iconografia, fundiam elementos de tradições antigas com crenças mexicanas. Comumente escolhiam avatares animais, e muitas de suas obras revelam viagens pessoais de transformação e renascimento espiritual. 

                                        
Remedios Varo, o flautista, 1955

Leonora Carrington Orplied, 1956

Foto, detalhe, Ana Clara. 

Achei apenas que faltou mencionar e explorar as escolhas políticas de Frida, uma vez que foi uma das primeiras mulheres mexicanas a se filiar ao partido comunista. Acredito que essa escolha tenha tido grande importância para sua vida e obra. 

Para saber mais: http://www.fkahlo.com