Fórum Romano

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Ruas, ruelas e miradouros de Lisboa

Lisboa... ah, Lisboa... Como olhar as fotos e não suspirar? 
Lindas ruelas, portas decoradas com os altares a Santo Antonio, flores, souvenirs e ecos de um saudoso e grandioso passado. 
Andar pelas ruas de Lisboa e deixar-se absorver pelos sentidos: quanta beleza nos padrões geométricos dos azulejos, casarios simétricos, testemunhas da época da reconstrução pombalina, jardins, museus, restaurantes e muito mais para quem está disposto a andar e se encantar. 


Rua Augusta com seu Arco imponente e lojas de marcas famosas, além de muitas opções de restaurantes, lojas de lembranças e doces portugueses


Muitas lojas de porcelanas portuguesas nas calçadas centrais da Baixa


Travessa entre a Rua Augusta e Rua da Assunção - Ecos do Passado

Museu da Cerveja 





Comer: Imperdível!  Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau -delícia! – lugar lindo e muito agradável – Loja: Rua Augusta, n˚ 106 a 108 – 4 euros cada bolinho “pastel”

Arco da Augusta





Vista de uma das janelas do Arco da Augusta 

Vista a partir do Miradouro do Elevador de Santa Justa


Elevador Santa Justa - Ruínas do Carmo



Doces conventuais portugueses no Largo Do Rossio


As ruas que vão da Igreja da Sé ao Castelo de São Jorge são muito bonitas, as lojinhas são atrativas e algumas tem objetos únicos, muito além dos souvenirs tradicionais. Vale a pena ir andando, apesar de ser uma colina e a subida se acentuar em alguns pontos, a caminhada vale muito a pena.  
No caminho passa-se também pela igreja de Santo Antônio de Lisboa.





Lisboa - o Velho e o novo vôo












Jardins em Belém



Estação Intendente 
"
Somos Casas
Quem está de fora
Não sabe o que se passa
Dentro das nossas paredes
Às Vezes há quem entre
E veja todas as fissuras
E imperfeições
Então há os que fogem
A sete pés, com medo
Que o tecto cais. 
E os que ficam: 
Na esperança de um 
Dia morarem em nós".
Pedro Rodrigues - Estação Intendente










Passeio pelo bairro de Alfama, passe pelo Panteão Nacional, essas atrações encontram-se do lado oposto da Estação Santa Apolônia, portanto, será necessário voltar à estação, subir as ruelas e se encantar com as lindas fachadas dos bairros. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Ruínas do Carmo em Lisboa

Se as igrejas góticas me causam encantamento, imagine uma igreja gótica em ruínas !? 
Esse local é um dos lugares mais encantadores, na minha humilde opinião, na cidade de Lisboa. 
Localizada na parte alta da cidade, é possível avistar suas impressionantes ogivas de muitos locais. 
Imagino a opulência e grandiosidade dessa obra em seus dias áureos, ou melhor dizendo, nos dias anteriores a sua destruição pelo terremoto de 1755. 

Nave da Igreja e as ruínas dos arcos ogivais

O Terrível Terremoto de 1755

Ao visitar Lisboa e a maior parte das cidades portuguesas há menção a ele por todos os lados. A história de Portugal divide-se em antes e depois do terrível terramoto (como dizem os portugueses) de 1755.  O epicentro foi próximo ao Algarve, mais a sul, mas o abalo foi sentido em todo a Península Ibérica, chegando até à Itália. 
O  terremoto ocorreu no dia 1˚ de novembro, Dia de Todos os Santos, pela manhã. A grande religiosidade do povo lisboeta levou milhares de pessoas à missa. Muitas pessoas estavam rezando nas muitas igrejas da capital, mais de vinte desabaram, o que aumentou o número de mortos por soterramento. As velas das casas e igrejas provocaram um enorme incêndio que rapidamente se espalhou pelas ruelas medievais. 
Aproximadamente às 11:00 horas  gigantes vindas do Tejo invadiram a parte Baixa. Seria o fim dos tempos? 
Certamente todos os que viveram esse momento pensaram que sim... 
Estima-se cerca de 15 mil mortos. Foi a primeira grande tragédia amplamente documentada, atraindo atenção e ajuda dos demais países europeus e das colônias, o que garantiu a reconstrução da capital e alimento aos famintos e desabrigados. 

A Igreja do Carmo

Construída no século XIV (1389) por um homem muito importante no contexto lisboeta da época: Nuno Álvares Pereira. No alto de uma das colinas que circulam a cidade, a igreja rivalizava em beleza e importância com a Sé de Lisboa.
A Igreja do Carmo já estava vazia às 9:30 da manhã daquele fatídico dia, o que evitou mais mortos, certamente. Mas não resistiu aos abalos e grandes partes do edifício desabaram, sendo ainda muito danificada pelo incêndio que se sucedeu.
Houve uma tentativa de reconstrução, ainda no século XVIII, mas após a extinção das ordens religiosas em Portugal, as obras pararam.
Com o romantismo característico do século XIX e a visão romântica das ruínas medievais, decidiu-se mantê-la como estava. As ruínas encantavam e continuam a encantar... 


Maquete representativa da estrutura gótica anterior ao terramoto


















Um sarcófogo em uma das capelas laterais. 

Museu do Carmo


Além das ruínas, o local abriga um pequeno museu, o Museu Arqueológico do Carmo, localizado na Capela Mor da antiga igreja, parte que o teto não desabou.
Esforço conjunto de um grupo de arqueólogos no final do século XIX, preocupados com as consequências do fim das ordens religiosas para o acervo de arte e arqueologia do país.
Aqui estão reunidos objetos que abrangem a história de Portugal desde a ocupação das primeiras comunidades, no período Neolítico, até obras de arte de artistas contemporâneos.


"O Togado" 
Estátuta de homem togado produzida durante a época de ocupação romana - de proveniência desconhecida, foi colocada na foz do Douro no século XVI, servindo para indicar o local de entrada dos navios no cais, evitando naugráfios. 
A estátua, em algum momento da época moderna, caiu no rio, só sendo recuperada no século XIX, quando ficou, por um tempo, exposta na praia até ser adquirida e trazida para o acervo do Museu do Carmo. 

Para Saber mais: 








Túmulo do rei D. Fernando I 



Detalhe do Túmulo do Rei D.Fernando I

Oficina desconhecida - Convento de São Francisco de Santarém - Século XIV (1382) Restaurado em 2001/2002 por Statua. Apresenta cenas dos milagres de São Francisco de Assis além de seres fantásticos que misturam-se à representações do sagrado. 


Santa Catarina de Alexandria - Oficina de Coimbra - segunda metade do século XV


Objetos/Obras organizadas de forma cronológica, compreendendo períodos históricos desde a ocupação romana até a ocupação islâmica. São objetos de grande valor arqueológico que demonstram a transição entre os valores culturais romanos e, posteriormente, islâmico no território português. 





Entre os pilares da igreja gótica, uma intervenção artística para homenagear a Revolução dos Cravos, em 25 de abril 1974. 




Largo do Carmo  aberto das 10:00 às 19:00