Aqui só tem História

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sábado, 1 de setembro de 2018

A Cripta Arqueológica de Paris

Na praça de Notre Dame, logo abaixo do nível do solo, encontra-se a cripta arqueológica de Paris.

Paris é um local ocupado por populações humanas há milênios. A Île de la Cité guarda os vestígios mais antigos dessa ocupação. Local fértil e protegido, garantiu segurança e prosperidade a seus habitantes ao logo de diferentes períodos históricos. 

Cripta Arqueológica de Paris



Catedral e área arqueológica, que hoje é a Cripta


A cripta arqueológica da cidade, localizada na praça da Catedral de Notre Dame, possibilita reviver como era a vida de muitas gerações de homens e mulheres que a ocuparam.
Visitar a cripta proporciona uma visão única acerca do desenvolvimento da Île de la Cité, coração histórico de Paris. 



 É possível visualizar como eram as antigas estruturas da cidade. Os vestígios são impressionantes!
Além dos vestígios de construção e ocupação de diferentes épocas,  a exposição  O ouro do poder, de Júlio César à Marianne apresenta moedas e outros objetos de ouro e prata desde a ocupação romana até à Idade Moderna (época da Revolução Francesa - de Marianne).
Outros objetos mais simples, também encontrados nas fundações da Île de la Cité,  nos possibilitam vislumbrar a vida cotidiana de seus antigos habitantes. 


O mais interessante é que a exposição não segue uma ordem cronologicamente estabelecida, mas sim, a ordem em que os achados arqueológicos foram encontrados, portanto, caberá ao visitante localizar os símbolos e verificar a que período os vestígios pertencem. 


Perfil do imperador Júlio - Império Romano (27 a.C. ao século 4˚)


Uma gárgula de Notre Dame - Idade Média (séculos XII ao XV)



Construção Clássica - Era Moderna (séculos XV ao XVIII) 


Muitos personagens da história da Île de la Cité





Áreas de fundações arqueológicas na I' Île de la Cité

vestígios de um antigo porto na Cité


Área residencial





As diferentes épocas de ocupação da Île de la Cité


Época Galo-Romana - cidade de Lutetia: 

Desenvolve-se na margem esquerda  durante o reinado do Imperador Augusto (27 a.C). O local era frequentado pela tribo gaulesa chamada Parisii, nome que aparece em moedas recuperadas do rio Sena. No primeiro século depois de Cristo, algumas ilhas do Sena se juntaram para formar a Île de la Cité. 









Estatuários e outros exemplos de antigos monumentos reconstituem o antigo traçado de Lutèce, com sua arena romana e dos bancos do lado esquerdo do Sena. 






As moedas, no decorrer da História, possuem um duplo papel, servem à transações comerciais, mas também como mecanismo de propaganda política, ao trazer cunhado o perfil de uma importante personalidade histórica. As cores e seu estado de conservação permitem aos arqueólogos descobrirem a importância dessa personalidade e o período em que se manteve em circulação.

Inscrição: C CAESAR COS PONT AVG (Caius Consul Pontífice, Augusto)
No verso: CAESAR DICT PERP PONT MAX ( César, ditador perpétuo, grande pontífice) 

No final da República Romana, Júlio César, homem poderoso durante os últimos anos do regime ordena a cunhagem de moedas (aureus) com metais resultantes de suas campanhas pelas Gálias. Elas entram em circulação pouco tempo antes de sua morte, em 44 a. C. Com autorização do Senado, já que pessoas vivas não eram homenageadas em cunhagens, honra reservada aos mortos. 
Otávio, seu sobrinho e filho adotivo, nomeado Cônsul em 43 a.C. pelo Senado, faz a moeda circular nas províncias das Gálias. 


Moedas romanas



Espada e lança encontrada na mesma área das moedas romanas

A circulação de moedas é difundida em todo o Império Romano, a cunhagem traz as cunhagem trazem o perfil do imperador ou da imperatriz, como é o caso do detalhe do perfil da imperatriz Faustina, a inscrição é FAUSTINA AUGUSTA, ou Faustina, a Imperatriz. 



A partir do 3˚ século depois de Cristo 

Até o 5˚ século, Lutécia (em latim Lutetia) se tornou um local estratégico para defesa das possessões romanas na região contra as ameaças de invasões germânicas. A Île de la Cité foi fortificada e, em 308, tornando-se o centro da cidade, enquanto a margem esquerda é parcialmente abandonada. 





A Idade Média

O desenvolvimento urbano da Île de la Cité é organizado ao redor da catedral, cuja construção se iniciou em 1163, a Rue Neuve Notre-Dame é criada e outras igrejas e casas são construídas. A ocupação torna-se cada vez mais densa. 

                                     


Paris e suas muralhas 
As muralhas são erguidas com as pedras da antiga arena de Lutece. 





Colheres, pequenas estátuas femininas, brinquedos (como os pequeninos peões), botões. 


A muitas etapas da Construção de Notre Dame









As ruas de Paris mantiveram, por toda Idade Média, o traçado do Império Romano, eram habitações de madeira, becos e ruelas que ocupavam o terreno até muito próximo à Catedral, característica urbanística que apenas será alterada no século XIX. 




Século XVIII

Numerosas construções medievais são destruídas para facilitar a circulação e instalações sanitárias na Île de la Cité: a praça é expandida, Rue Neuve de Notre-Dame é alargada e um orfanato, chamado Enfants-Trouvés (Hospital dos Enjeitados) é construído. 

Século XIX


O prefeito Haussmann radicalmente reorganizou o traçado urbano demolindo uma série de monumentos antigos e becos. Um novo hospital, o Hôtel-Dieu, é construído na praça da catedral que se tornariam quartel general da polícia. A atual configuração da praça da catedral é decorrência desse radical processo urbanístico. 






Informações em livre tradução a partir das informações da Cripta.

Para Saber Mais: http://www.crypte.paris.fr/en/crypt


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Igreja de Saint -Leu e Saint Gilles em Les Halles - Paris

           Durante a semana que estivemos em Paris, em julho de 2018, nosso bairro foi Les Halles, no 2˚Arrendamento. 
Todos os dias, ao começarmos nossa maratona de visita a essa cidade tão linda e especial, passávamos pela igreja de Saint Gilles, na rua Saint Denis. Todos os dias ela estava fechada. 
Vários fatores  nos chamaram a atenção em relação a essa construção: 
- a arquitetura é claramente gótica, 
- A vizinhança se apossou da igreja, outras construções praticamente engoliram o edifício, que ficou espremido e com pouco destaque. 
- Dois sex shops, um na frente e outro na lateral. 
Pensamos que talvez a igreja não estivesse mais em funcionamento... mas eis que, em nosso último dia, ela estava aberta! E que emoção foi poder visitá-la! 

A Rua Saint Denis era percurso de peregrinações que levavam até a abadia medieval do mesmo nome. 

                 Na Abadia de Saint Denis encontra-se o sepulcro de São Denis, um bispo de Paris e de todos os reis franceses. Ali também os reis eram coroados. Após a coroação, o novo monarca voltava à cidade, seguido pelo cortejo real, pela mesma via.
  



Saint Gilles foi um eremita que viveu no século VII, muito popular na região da Provance. Sua festa é celebrada em 1 de setembro. 
Saint Leu foi bispo de Sens e também é celebrado em 1 de setembro, ambos dividem a consagração dessa igreja, cuja construção iniciou-se em 1235. Essa estrutura sofreu transformações frequentes, no século XIV, deixando as vigas aparentes. 
Em 1611, cria-se o coro atual.







                                            


Em 1727 são reabilitados os corredores laterais, com a criação das abóbadas de gesso para as quatro primeiras traves, segundo o modelo das traves mais antigas, em pedra. 


As capelas laterais são do século XIX


Desde 1820, a igreja de Saint Leu é a igreja capitular dos Cavaleiros do Santo sepulcro, que ali se encontram para assembleias e orações pela Terra Santa. Esses cavaleiros trouxeram as relíquias de Santa Helena para a igreja, hoje elas se encontram em um relicário, na cripta. Às sextas-feiras, a igreja recebe os cristãos ortodoxos, que ali se encontram para a veneração dessa relíquia. 
A igreja sofreu muito com o desaparecimento do mercado das Halles e as transformações pelas quais o bairro passou desde então, tornando-se ponto de passagem entre o Forum des Halles e o Centro Georges Pompidou. 


Informações em livre tradução do material informativo oferecido pela igreja Saint-Leu e Saint Gilles

Para Saber mais: https://www.saintleuparis.catholique.fr/?oaq%5Bpassed%5D=1&oaq%5Border%5D=latest




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

6˚ano A Pré-História Dica de Leitura

A Pré-História Passo a Passo 


Apresentar aos alunos de 10 ou 11 anos o mais longo período da História Humana é incrível! Eles se encantam com novas descobertas e ficam extremamente curiosos em relação ao processo evolutivo. O material que indico a seguir é uma ferramenta a mais nesse processo de encantamento e desenvolvimento de ótimas e significativas aulas, seja como material de apoio ao professor, seja como material adotado como paradidático. 



A coleção Passo a Passo da editora ClaroEnigma é uma lindeza! 
O tipo de material que complementa, e muito, o conteúdo apresentado para os alunos em sala de aula, permitindo o aprofundamento de conceitos como arqueologia, geologia, estratigrafia, glaciação, fósseis, Darwin... 






Apresenta o processo de hominização de maneira lúdica, discutindo as teorias científicas e mitológicas, apresentando curiosidades que enriquecem o repertório, despertam ainda mais a curiosidade e o interesse pelo conteúdo. 


A evolução da fabricação de instrumentos de pedras, o desenvolvimento da linguagem, da vida em comunidade são outros temas abordados. 




A descoberta do Homem das Flores, em 2003, na Indonésia, é apresentada como responsável por "bagunçar"a árvore genealógica dos Homos. A partir dessas informações, é possível abordar questões sobre a mutabilidade do conhecimento histórico, além da importância do trabalho de arqueólogos e das fontes materiais. 



A Pré-História Passo a Passo 

Colette Swinnen 
Ilustração: Loic Méhée
Tradução: Hildegard Feist
Editora: ClaroEnigma