Aqui só tem História

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Wicked: A história não contada das Bruxas de Oz

Que bom seria se sempre tivéssemos tempo para fazermos o que gostamos com mais frequência...
Esse final de semana decidi que já tinha passado da hora de assistir o musical Wicked, o qual queria ver desde que havia chegado ao Brasil. E não me arrependi nem por um momento.. Foi tão fabuloso que fez bem a alma!
Quando pequena sempre adorei os musicais: O Mágico de Oz, Mary Poppins (e adoro ainda mais agora que já sou adulta) e todos aqueles que me fazem sorrir ao lembrar das músicas queridas e da mãe saudosa que os assista comigo.
Minha mãe me fazia sonhar, acho que é dela a culpa por eu amar tanto história, mas na verdade comecei amando as estórias que ela me contava... uma delas a da Dorothy, a menina que viajou para Oz a partir de um tornado, que calçava sapatinhos de diamantes, caminhava pela estrada de tijolos amarelos a procura da cidade das esmeraldas. 
No entanto essa história começa muito antes da chegada de Dorohy, na época em que as bruxas  - a boa e a má - que ainda não eram nem boas nem más - estavam na faculdade. Elphaba, verde e inteligente conhece a linda, loira e egoísta Galinda - antes de ser Glinda  -  juntas vivem emoções contraditórias como amor, amizade, ódio (como a magnífica canção da cena 3: Ódio- vale muito a pena assistir, CLIQUE AQUI http://wickedomusical.com.br), angústias, ciúmes e as tantas dúvidas que nos acompanham no início de nossa vida adulta. 

Myra Ruiz e Fabi Bang estão maravilhosas como Elphaba e Glinda, respectivamente 
A linda cenografia do teatro Renault em São Paulo - destaque para o dragão com movimentos e o mapa de OZ

E apenas nesse final de semana o Mágico de Oz era interpretado por ninguém menos que Caco Antibes, ops... Miguel Falabella

Ana Clara em seu primeiro de muitos musicais que virão! 

Pequenas Ações podem mudar o mundo - A Ação dos 6˚s anos





O objetivo das comemorações da Independência do Brasil esse ano não era exalar feitos não tão grandes do passado, mas sim acreditar no que nós,cidadãos e agentes históricos, poderíamos fazer para modificar nossa realidade, ajudar o próximo e nos tornarmos, de fato, independentes. 
Nos 6˚s aos 9˚s anos as atividades foram organizadas, debatidas e realizadas durante as aulas de Pensar Crítico. 

A Ação dos 6˚s anos - Tema: Solidariedade

Trabalhar com a temática solidariedade em sala de aula é, em minha opinião,  tarefa obrigatória de todos os professores da educação fundamental. Buscar formar consciência crítica diante das injustiças e desigualdades faz-se urgente para todos aqueles que almejam mudanças e construção de uma sociedade mais justa. 
Partindo da definição do que significa o ao solidário, em duplas ou trios, os alunos puderam escolher qual forma representariam o que, para eles, significa solidariedade. 
Os resultados ficaram muito bonitos e criativos, vale conferir nas fotos abaixo: 

 
Vitor, Natan e Gabriel Goulart - Atividade muito bonita e organizada trazendo a representação da Solidariedade como sendo uma árvore, as maçãs representam os sentimentos derivados da solidariedade: Amizade, amor, honestidade, Respeito.

Marcela e Bianca: Os sentimentos derivados da solidariedade estão nas gotas: Ajuda, Cooperação, Solidariedade - as gotas são pequeninas, mas a solidariedade é muito grande! 

 Lívia e Bárbara: A partir da nuvem da solidariedade surgem os sentimentos dela derivados...

Maria Fernanda, Ana Flávia e Júlia: Palavras Chaves desse móbile tão bonito: Solidariedade- Respeito, Amor, Gentileza, no sentido de que a felicidade chega para quem ajuda e quem é ajudado.

Ana Clara, Brenda e Natália: Partindo das representações de um coração e mãos, essas meninas desejavam representar que a união faz a força quando o tema é Solidariedade. 

João, Felipe, Edu e Mauricio: Trabalharam com a ideia da empatia, da amizade, ajuda e doações

Ana Carolina e Lívia: Esse material muito bonito representava a necessidade da união para gerar a Solidariedade e o Amor pelo próximo. 


Stefanie, Daniela e Rafaela: Muito legal essa representação dos sentimentos necessários para o mundo hoje: Lealdade, Paz, Caridade, Respeito, Amor, Bondade... 


Emily, Melissa, Mariana: As atitudes ligadas à solidariedade abrem-se no guarda-chuvas da boneca de biscuit que esse grupo criou. 

Gabriel, Nicolas e Vinicius: esse grupo trabalhou com a dualidade: sentimentos e ações boas e ruins. 

Letícia, Guilherme e Enrico: Ações que se relacionam a Amizade, Gentileza, Alegria e Felicidade

Maria Fernanda, Pedro e Ana Maria: Esse móbile razia 24 palavras ligadas à solidariedade, todas partindo da ideia de: Amor em forma de Ação

Arthur, Fernando e Pedro: Muito bonio e criativo, a ideia central desse móbile era de que solidariedade não é o que sobra, mas sim o que se precisa. 





A disposição dos móbiles e objetos representando a solidariedade na Exposição da Independência





Agradecendo muito essa pessoa super especial, nossa Manu, que nos ajuda em todos os momentos e tornou essa exposição possível! 

O Planejamento da Ação Social e a visita das representantes da Casa da Criança de Valinhos


Após analisarmos todas as definições de solidariedade, recebemos a visita das coordenadoras da Casa da Criança de Valinhos, a Roberta Cimino e a a Lidiane, responsável pelo programa Janela Aberta. Ela vieram explicar para os alunos o funcionamento da Instituição, que apesar de ser 1, divide-se em 3 programas: Aconchego, Janela Aberta e Família Acolhedora. 
Puderam entender um pouco da importância social de programas como esse para a comunidade e crianças em situação de risco. 
O objetivo era que entendessem a possibilidade de empreender uma ação social, de onde partir e como proceder. 






Entre os meses de setembro e outubro, os 6˚s anos farão uma parceria com a Casa da Criança para buscar doações de Livros, revistas, gibis, brinquedos, roupas infantis e chuteiras! 


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

8˚ano: Constituição de 1824 - a primeira Constituição brasileira


⚠️ Aspectos significativos que devem ser analisadas com cuidado:

1. Organização do poder político  no Brasil Imperial. 
2. Quem exercia o poder Moderador e quais suas funções.
3. Quem podia participar das eleições (considerados cidadãos).
4. A Constituição de 1824 não apresentava equilíbrio entre os poderes e era autoritária.


Outorgada pelo imperador D. Pedro I em 25 de março de 1824, a primeira Constituição brasileira estabelecia que o governo do Brasil Império era monárquico (tinha um rei como chefe de Estado), hereditário (o poder era passado de pai para filho), constitucional (regido por uma Constituição) e representativo (exercido por representantes dos cidadãos) e católico. 
O poder político estava dividido em quatro instâncias: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o Moderador.

O Poder Legislativo era exercido pela Assembleia Geral, composta por duas câmaras: a dos Deputados e a dos Senadores.
O Poder Moderador era exercido apenas pelo imperador e lhe permitia nomear os senadores, aprovar ou suspender leis convocar, prorrogar ou adiar assembleias, dissolver a Câmara dos Deputados, nomear ou demitir livremente os ministros do Estado, perdoar penas, conceder anistia e afastar juízes

As eleições eram indiretas e aconteciam em duas etapas. Primeiro, os eleitores de paróquia (cidades) elegiam os eleitores de província (Estados). Depois, estes elegiam os deputados, senadores e membros dos conselhos de província (o Legislativo).  

Apenas podiam votar os cidadãos brasileiros ou estrangeiros naturalizados, maiores de 25 anos e com renda líquida anual de cem mil-réis, excluindo-se os criados de servir e os religiosos. Todos os que participavam da Assembleia paroquial podiam votar nas eleições provinciais, desde que tivessem renda mínima anual de 200 mil-réis, não fossem libertos nem criminosos. Para ser deputado, o candidato tinha de ser eleitor provincial, ter nascido no Brasil, professar o catolicismo e contar com renda mínima de 400 mil-réis anuais. Para ser senador, era necessário ser cidadão brasileiro, ter mais de 40 anos, ser "pessoa de saber, capacidade e virtudes, com preferência os que tiverem feito serviços à Pátria" e contar com renda mínima de 800 mil-réis anuais.

(EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

7s anos: O Renascimento e a matemática



Leia o texto com atenção e responda em seu caderno:

Passados cinco séculos do Renascimento, o que restou daquela atitude inovadora para nós, hoje? Em nosso dia-a-dia alguma técnica ou instrumento herdados do Renascimento?
Imagine algumas situações do cotidiano: um médico que não usa termômetro para medir a temperatura do paciente, um comerciante que não pesa os alimentos que vende ou um professor que avalia o aluno sem atribuir-lhe uma nota. Estamos tão habituados a quantificar tudo que não sabemos mais viver sem padrões matemáticos. Herdamos do Renascimento essa visão quantitativa do mundo.
O homem renascentista tinha verdadeira obsessão pela exatidão. Foi a partir do Renascimento que os estudos de física, química, mecânica e astronomia começaram a ser registrados em fórmulas, equações e cálculos geométricos. “Nenhuma investigação humana pode ser chamada verdadeira ciência se não passar pelas demonstrações matemáticas:, escreveu Leonardo da Vinci. Um século depois, Galileu Galilei defendia a mesma ideia ao redigir: “É preciso medir o que é mensurável e tornar mensurável aquilo que não o é.”
Os registros comerciais seguiram a mesma tendência. Em 1489, o livro de Johann Widman propunha aos comerciantes pouparem tempo utilizando os sinais + e – no lugar de escrevê-los.
Até mesmo a pintura e a escultura renascentista eram verdadeiros estudos matemáticos. Além da perspectiva, o artista distribuía as figuras na tela seguindo padrões geométricos e desenhava o corpo humano usando medidas precisas para calcular, por exemplo, a distância entre a sobrancelha e a boca.
O tempo também foi medido. Até o final da Idade Média, as pessoas não tinham ideia das horas ou dos minutos exatos. O tempo era medido pelas necessidades essenciais da vida: hora de orar, de dormir, de comer, de plantar, de colher. Existiam os relógios de sol, de água, de areia, mas eram imprecisos, e as pessoas comuns provavelmente não faziam uso deles em seu cotidiano. Foi no século XIV que surgiu o relógio mecânico com alguns princípios básicos que permanecem até hoje : molas, rodas dentadas e ponteiros num mostrador. Marcar o tempo era uma necessidade da vida urbana e dos negócios. Desde então, a disciplina do tempo entrou na vida humana: recebe-se pelas horas trabalhadas, fixam-se horários para as aulas, lamenta-se o tempo perdido (...).
A obsessão pelo tempo exato levou o papa Gregório XIII a refazer o calendário, pois as datas religiosas não coincidiam mais com as do início da Era Cristã. Ele encomendou a uma comissão de matemáticos a recontagem dos anos. Essa comissão concluiu que sobravam dez dias no calendário. O papa não teve dúvidas: mandou cortá-los. Assim, depois do dia 4 de outubro de 1582 amanheceu o dia 15 de outubro.

GAARDER.J. O mundo de Sofia. São Paulo. CIA das Letras, 1995. P. 220

1) Encontre no texto informações sobre o modo de vida dos europeus medievais.

2) Segundo o autor, pequenas mudanças e transformações fizeram muita diferença na vida das pessoas daquele momento histórico, quais foram elas?

3) Elabore hipóteses  para o fato de o europeu renascentista ser tão obcecado pela exatidão.

4) Segundo o fragmento, quais as contribuições renascentistas para a sociedade contemporânea (a nossa sociedade)?

Curiosidades - O Homem Vitruviano - Vamos verificar se as metragens estavam corretas?

Do tratado de Vitruvius:
Um palmo é a largura de quatro dedos;
Um pé é a largura de quatro palmos;
Um antebraço ou cúbito é a largura de seis palmos;
A altura de um homem é quatro antebraços (24 palmos);
Um passo é quatro antebraços;
A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele;
A distância entre o nascimento do cabelo e o queixo é um décimo da altura de um homem;
A distância do topo da cabeça para o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem;
A distância do nascimento do cabelo para o topo do peito é um sétimo da altura de um homem;
A distância do topo da cabeça para os mamilos é um quarto da altura de um homem;
A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem;
A distância do cotovelo para o fim da mão é um quinto da altura de um homem;
A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem;
A longitude da mão é um décimo da altura de um homem;
A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face;
A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face;
A altura da orelha é um terço da longitude da face.


Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe saiu corretamente perfeito dentro dos padrões matemáticos esperados.