Em setembro de 1939, as perdas sofridas na Primeira Guerra Mundial ainda pesavam sobre a população.
Protegida pela Linha Maginot, a França obteve sucesso inicial em seus esforços de mobilização. O rearmamento continuou e a moral não desmoronou.
Nas imagens superiores, treinamentos militares e nas inferiores, aviso para que civis e militares fiquem atentos aos espiões, com destaque para o jarro com o rosto de Hitler "Cuidado com o que você diz! Panelas têm ouvidos".
No entanto, a Alemanha tomou a iniciativa do ataque. Em abril de 1940, invadiu a Dinamarca, seguida pela Noruega. Os Aliados intervieram e tropas chegaram a Narvik - área com porto estratégico, mas o sucesso foi apenas parcial. Para os franceses, foi o sinal de uma tempestade se aproximando.
Em outubro de 1939, o plano inicial da Alemanha era atacar os Aliados através da Bélgica. No entanto, a estratégia alemã foi modificada. O ataque alemão ocorreu a partir de Ardennes até o Mar do Norte, cercando os Aliados. Os tanques chegaram e a Luftwaffe avançou.
A estratégia da França era defensiva e, ao mesmo tempo, apoiar a Bélgica e proteger o norte de França. A Linha Maginot protegia o leste.
Em março de 1940, a estratégia defensiva dos Aliados os conduziu para a armadilha alemã em Dunkirk.
Maio de 1940
10 de maio: ataque alemão ao Oeste. A Bélgica foi invadida. Churchill tornou-se primeiro-ministro da Grã-Bretanha.
11 de maio: queda do forte de Eben-Emael, chave de defesa belga no canal Albert.
14 e 15 de maio: os contra-ataques franceses falharam e a Luftwaffe controlou o espaço aéreo. A Holanda se rendeu e Roterdã foi destruída. Paul Reynaud, primeiro ministro francês disse a Churchill: os Aliados perderam a batalha.
A BBC transmitiu uma ordem do Alto Comando da Marinha Britânica para identificar todos os barcos medindo entre 9 e 30 metros: a ideia era usá-los para fins militares. Essas embarcações poderiam ser utilizadas para transportar homens das praias para os navios mais pesados.
18 de maio de 1940: o exército alemão cruzou o Somme, área das trincheiras da I Guerra Mundial, na França. Rommel avançou em direção ao Canal da Mancha.
O porto foi bombardeado. O depósito de petróleo de Saint-Pol estava em chamas: uma espessa fumaça preta cobria a planície. Houve 42 mortos e 200 feridos no quartel de Guilleminot.
19 de maio: o Alto Comando do exército britânico ordena à Marinha considerar uma evacuação.
20 de maio: o exército alemão avançou até Amiens e Abbeville. Grandes embarcações são evacuadas. Em Dover, uma conferência é realizada na sala Dínamo.
Os bombardeios continuaram. Trens lotados de civis belgas foram atingidos na estação ferroviária e no cais.
21 de maio: início do cerco a Dunkirk.
22 de maio, ataques passam a ocorrer diariamente.
25 de maio: a eclusa de Trystram foi danificada e as docas se encheram com cada vez mais naufrágios.
26 de maio: quando a Operação Dínamo começou, pelo menos 500.000 soldados aliados (belgas, franceses e britânicos) estavam cercados. Às 11h30, Lord Gory foi avisado pelo telegrama do Secretário de Estado da Guerra, que sua prioridade seria, a partir de então, a "segurança" da Força Aérea Britânica.
Após uma semana de preparativos, o Almirante Ramsay lançou a operação às 18h57; ele a batizou de Dínamo, em homenagem ao gerador no centro de comando do Alto Comando da Marinha, no Castelo de Dover. O Almirante esperava salvar 45.000 homens em dois dias.
27 de maio: o exército belga entrou em colapso. A Luftwaffe bombardeou Dunkirk durante todo o dia: o porto e a cidade foram devastados pelas chamas.
Os proprietários das embarcações foram novamente contatados para que ficassem mobilizados para uma missão perigosa, cuja real natureza eles tomariam conhecimento logo.
A destruição atingiu seu pico. O centro da cidade foi demolido. As enfermarias ficaram lotadas. O Hospital Zuydcoote recebeu mais de 10.000 pacientes que necessitavam de tratamento.
Às 21h, o vapor Mona's Queen foi o primeiro navio a deixar o porto com 1.312 homens. Isso se somou aos 29.000 homens evacuados nos dias anteriores. A evacuação continuou e, diante da ameaça de um ataque alemão generalizado, os britânicos decidiram acelerá-la. O Queen of the Channel foi o primeiro a atracar, por volta da meia-noite.
28 de maio: às 9:00, o exército belga se rendeu. Milhares de homens se amontoaram nas praias e estavam prontos para serem evacuados.
Dadas as perdas sofridas, o Alto Comando da Marinha Britânica limitou o uso de navios a vapor e balsas a operações noturnas: muitos recursos navais foram mobilizados, especialmente escunas holandesas. Dois mil homens por hora deixavam o píer.
29 de maio: os quartéis-generais franceses e britânicos dividiram as áreas de embarque no porto e nas praias. As tropas começaram a se reunir na praia de Dunkirk. À 1h45 da manhã de 29 de maio, o contratorpedeiro Wakeful, transportando 748 homens, foi torpedeado logo após deixar a praia.
As dificuldades de desembarque na costa de Dunkirk não permitem que os barcos cheguem facilmente ao mar para avançar em direção à costa. Caminhões e de vários veículos foram abandonados ao longo da costa.
30 de maio: em La Panne, a primeira construção da ponte de embarque utilizando automóveis foi realizada. Os veículos foram alinhados frente a frente ou próximos o suficiente para que uma estrutura tipo prancha pudesse ser equilibrada entre a praia e a profundidade que um navio poderia alcançar, facilitando o embarque das tropas.
1º de junho: até o final da batalha, os ataques da Luftwaffe levaram a novas tragédias: 200 pessoas perderam a vida enquanto buscavam abrigo nos prédios da companhia Gondrand Brothers.
3 de junho: pelo menos 50.000 soldados ainda aguardavam a evacuação, que começou às 22h30. Soldados continuavam a chegar às praias, de onde os navios não partiam mais. Depois da meia-noite. O contratorpedeiro britânico Schikari foi o último navio a deixar o porto, às 3h45.
De acordo as estimativas, entre 1.176 e 1.588 embarcações civis britânicas, belgas, francesas e holandesas participaram da Operação Dínamo, eram rebocadores, lanchas, barcaças e até vapores que enfrentaram bombardeios, metralhadoras, o próprio mar e a angústia dos soldados. Veículos e equipamentos foram abandonados, o objetivo era salvar a maior quantidade de homens possíveis.
Veículos abandonados nas areias de Dunkirk, 5 de junho de 1940.
Os civis e a condição imposta pela guerra: o êxodo e os refugiados
Entre maio e junho de 1940, em meio ao avanço das tropas alemãs, milhares de civis franceses, belgas e holandeses abandonaram suas casas. As estradas ficaram lotadas. As memórias da dura ocupação durante a Primeira Guerra Mundial eram aterrorizantes e se temia as atrocidades e os bombardeios alemães.
Em 13 de maio, os primeiros refugiados belgas e holandeses chegaram a Dunkirk e foram alojados encaminhados para as regiões centrais da França em ônibus. Preocupados com os rumores, os habitantes de Dunkirk também partiram, especialmente após os bombardeios de 18 de maio.
Os refugiados lotaram as estradas. Os movimentos de tropas e civis frequentemente se entrelaçam. Os bombardeiros inimigos não fizeram distinção entre soldados e civis durante seus ataques ininterruptos.
Eles precisavam encontrar leite, água e comida. Ocasionalmente, foram forçados a voltar.
Os franceses tiveram que lidar com milhões de refugiados civis. A fuga das áreas de conflito ficou conhecida como Êxodo.
Automóveis e carroças puxadas por cavalos, carregando pertences, congestionavam as estradas. Como o governo não havia previsto um colapso militar tão rápido, havia poucos planos para lidar com a situação.
Entre seis e dez milhões de franceses fugiram, às vezes tão rápido que deixaram refeições não consumidas nas mesas, mesmo com as autoridades afirmando que não havia necessidade de pânico e que os civis deveriam ficar.
Enfermeira da SSBM - Uniforme de enfermeira com capa e touca da Société de Secours aux Blessés Militaires. Em 1940, esta rede de pessoal feminino foi anexada ao Serviço Médico do Exército Francês, lidando com hospitais e ambulâncias médicas e cirúrgicas. Durante a Operação Dínamo, mais de 70 enfermeiras socorreram milhares de soldados feridos.
A maioria dos objetos nesta vitrine vem do rebocador Saint-Fagan, afundado por uma mina em 1º de junho de 1940, na praia de Malo-les-Bains. Ele levou consigo as barcaças que estavam acopladas a ele. Esses artefatos são considerados objetos arqueológicos e são propriedade do Estado francês.
Vestígios da Operação Dínamo
Durante o verão de 2009, várias estruturas de aço e um pneu surgiram após o movimento do banco de areia. Como alguns deles eram muito perigosos para as crianças que nadavam na área, as autoridades decidiram remover os destroços. Hoje, expostos no "Memorial du Souvenir".
A bateria e os acessórios elétricos O motor é um seis cilindros, com um design moderno para a época. Muito provavelmente, o naufrágio faz parte de uma pista incluída em um cais existente neste local em maio/junho de 1940.
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