Aqui só tem História

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Nome da Rosa - Ensino Médio



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Olá pessoal,

Conforme combinamos, primeiro descansaríamos, depois assistiríamos o ótimo filme: O Nome da Rosa do autor Humberto Eco.

Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro beneditino em algum lugar ao norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro: em sete dias, sete monges são mortos.
O abade solicita que William investigue os crimes, já que todos acreditavam que o diabo rondava o mosteiro. Mortes bisarras deixam os monges e os camponeses temerosos e assustados e a impressão é que as trombetas do apocalipse, uma a uma, se aproximam.
Aos poucos, em um ambiente sombrio e escuro, valendo-se da lógica, William chega ao ponto chave da história: a biblioteca do mosteiro com seu inestimável tesouro: os livros. A disputa entre o misticismo e o racionalismo é clara, principalmente no que refere-se à suposta obra de Aristóteles sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.
A dura regra dos monges beneditinos não permitia o riso, muito menos como mecanismo para se chegar à verdade, desta forma, o livro era proibido e não deveria ser lido, apenas mantido no acervo.
Eco sugere no O Nome da Rosa, um ambiente no qual as contradições, oposições, querelas e inquisições, no início do século XIV, justificam ações humanas, as virtudes e os crimes dos personagens, monges copistas de uma abadia cuja maior riqueza é o conhecimento de sua biblioteca.

Utilize as questões abaixo para produzir o texto resposta (uma única produção que deverá ser entregue na primeira semana de aula)

1) Assista o filme até o final, você precis compreender o mistério para responder: Qual a relação entre os livros e os assassinatos?
2) Faça uma breve sinopse do filme, reconte-o com suas palavras.
3) Na página 91, o livro texto apresenta a temática Escolástica, releia-a . Qual a relação entre São Tomás de Aquino, o tomismo e o filme? Explique.
4) Levando em conta o monge William de Baskerville, relacione-o à Alta ou à Baixa Idade Média. Justifique sua escolha.
5) O filme faz alusão à inquisição e ao medo que a chegada do inquisitor trazia ao conveto. Pesquise sobre este mecanismo de controle da Igreja e levante hipóteses para explicar por que muitos monges estavam apreensivos.
6) Termine seu texto explicando a seguinte afirmação: "Um homem da Razão em um mundo de fé cega"

Bom trabalho a todos!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

8˚Ano: Atividade Extra Jovens Brasileiros

Olá Pessoal,

Seguem as orientações para as atividades com o livro: Jovens Brasileiros, lembrem-se, estas atividades serão para a semana posterior ao feriado, ou seja, a última semana de aula : )
Tenham uma ótima semana, com certeza que trarei muitas fotos lindas e histórias curiosas de Ouro Preto!

Primeira Etapa: Página 50 - A Febre do Ouro em Minas
Atenção antes da leitura para as imagens e mapas, leia as legendas.

Dinheiro Sujo:

* Escreva com suas palavras o que você entendeu desse conto;
* Destaque o que você achou de mais interessante;
* Relacione as informações do texto com o que aprendemos em sala - último capítulo da Apostila 2 - Liberalismo contra o Pacto Colonial (aponte características sociais, ocupação do espaço, pacto colonial);
* Atenção às informações das páginas 60 e 61, elas são todas complementares ao nosso conteúdo.

8˚Ano: Pessoal, este Vídeo é complementar ao nosso conteúdo, é mais que legal... Não deixem de assistir e deixar os comentários... Vale também para o Ensino Médio, quem vai para às cidades Históricas não pode deixar de assistir!



Página 62: A Corte Portuguesa no Brasil

* Realize o mesmo processo feito para o capítulo 1:
* Escreva com suas palavras o que você entendeu desse conto;
* Destaque o que você achou de mais interessante;
* Relacione as informações do texto com o que aprendemos em sala - primeiro capítulo da Apostila 3 - A Corte no Brasil (aponte características sociais, ocupação do espaço, pacto colonial);
* Atenção às informações das páginas 72 e 73, elas são todas complementares ao nosso conteúdo.

E... Atenção: Pensem numa linda composição musical para esta temática : ) Esta será a atividade que retomaremos em AGOSTO!

Bom trabalho a todos e ótima semana de feriado!

Beijinhos

segunda-feira, 2 de maio de 2011

6˚s anos: exercícios de recuperação

1) Descreva o processo de Hominização.

b) Liste as principais características e diferenças destes dois grupos.

Gênero: Australopithecus Gênero: Homo


2) Responda o que se pede:

a) Por que pode-se afirmar que a conquista do fogo foi muito importante para o homem do período paleolítico?

c) Cite outras invensões humanas, descrevendo sua utilidade, que foram fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do homem na pré-história.

3) “Para sobreviver era preciso andar muito!”. Relacione esta frase às migrações dos grupos humanos pré-históricos.

4) Defina:

a) Pinturas Rupestres:

b) Sedentário:

c) Nômade:

d) Paleolítico;

e) Neolítico;

f) Idade dos Metais

sexta-feira, 29 de abril de 2011

7˚s anos Castelo de Guédelon - Um castelo Medieval em pleno século XXI

Olá queridos alunos, como a Idade Média é a nossa temática, não poderíamos deixar de falar sobre Guédelon: um castelo que está em construção, mas que utiliza técnicas medievais.


No coração da Puisaye, em Yonne, Borgonha, uma equipe de cinquenta pessoas assumiu um feito extraordinário: construir um castelo usando exatamente as mesmas técnicas e materiais utilizados na Idade Média. O nome desse incrível projeto é Guédelon, e os materiais necessários para a construção do mesmo – madeira, pedra, terra, areia e argila – são todos retirados do próprio local. O castelo começou a ser formado em 1997 e está programado para ficar pronto depois de 25 anos, ou seja, em 2022.

O mais incrível nisto tudo é que o Guédelon oferece uma oportunidade única para seus visitantes testemunharem as diferentes fases da construção de um castelo, fazendo com os aventureiros sejam transportados para o século 13 em um instante.

Fonte: http://www.obravipblogs.com.br/noticias/guedelon-um-castelo-do-seculo-13-em-2022-2

Para saber mais: /










quarta-feira, 27 de abril de 2011

Memórias De Uma Grande Cidade

Slides trabalhados em aula, utilizem para preencher a apostila

9˚anos: SP EM DUAS ÉPOCAS

Pessoal,

Deixo para vocês slides muito legais, já que a partir das fotos é possível fazer a comparação entre o centro de São Paulo e acompanhar as transformações que ocorreram.

sábado, 16 de abril de 2011

Estudo do Meio 5˚s anos: Museu do Ipiranga e Pinacoteca do Estado - muita coisa para ver e se impressionar!

Conforme combinamos, seguem as fotos:


Museu do Ipiranga - óleo sobre Tela - Pinacoteca do Estado

Detalhes da Arquitetura do Museu, Estação da Luz (externo) e Pinacoteca do Estado


















Caprichem na elaboração do roteiro!

quarta-feira, 23 de março de 2011

6˚ano Discovery Channel e a Evolução Humana

Pessoal,

Assistam o vídeo, analisem-o e depois respondam - por meio do comentário: Qual a relação entre o que estudamos sobre o desenvolvimento do homem no período Paleolítico e o vídeo assistido? Caprichem na elaboração de respostas e evitem erros ortográficos ou abreviações.

Novas descobertas sobre a Pré História e a evolução humana

Atualizado em 16 fev. 2025

Na BNCC: 


(EF04HI01) Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo.

(EF04HI04) Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das primeiras comunidades humanas.

(EF06HI02) Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas.

(EF06HI03) Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação.

Leia as reportagens. 

Reportagem 1: O neandertal interior



Reportagem retirada da revista Época

Vale a pena ler: 


A incrível múmia nos Alpes


Em 1991, dois turistas alemães, Helmut e Erika Simon, exploravam os Alpes Ötztal, na fronteira entre a Áustria e a Itália, quando encontraram um corpo humano congelado. No entanto, não se tratava de um alpinista desaparecido, pelo menos recentemente, mas sim de uma incrível descoberta arqueológica! 


Pesquisas confirmaram que o homem, chamado de Ötzi, o Homem do Gelo, viveu entre 3350 e 3105 a.C. Trata-se de um Homo sapiens com 1,65m de altura e cerca de 50 quilos.  

Há 5000 anos, Ötzi deve ter sido um humano neolítico comum, porém a descoberta de seus restos mortais revolucionou o que se sabia sobre as comunidades neolíticas da Europa. O achado desta múmia natural de 5.300 anos representa uma visão bem preservada do homem europeu do período chamado de idade do Cobre.

Ötzi ainda usava ferramentas de pedra, mas possuía um machado de cobre inovador e muito valioso. A habilidade de extrair e processar metal era recente na Europa. 

O corpo mumificado preservou 50 tatuagens, espalhadas por seu corpo, da cabeça aos pés, principalmente nas articulações e nas costas. Os cientistas acreditam que elas foram feitas a partir de cortes finos na pele e carvão esfregado na sequência para garantir a absorção da cor pela pele. 



Objetos encontrados junto ao corpo mumificado e hoje em exposição no Museu de Arqueologia de Bolzano, na Itália - Do canto superior esquerdo: um sapato com interior de grama (esquerda) e exterior de couro (direita), o casaco de couro (remontado pelo museu), tanga de couro, casaco de grama, chapéu de pele e perneiras de couro. 

Há de 5300 anos atrás, Ötzi estava cruzando Tisenjoch/Giogo di Tisa no Vale Schnalstal/Val Senales, Tirol do Sul, onde foi assassinado e preservado naturalmente no gelo. Ele é, portanto, mais antigo que as pirâmides egípcias e Stonehenge, na Inglaterra. 
Reconstituição de Otzi, a partir das evidências arqueológicas


🔗  Vale a pena acessar: 


Após a leitura, responda no caderno. 

a. Qual das duas reportagens você achou mais interessante? Por quê?
b. Organize as principais informações e faça uma breve síntese das novas descobertas possibilitadas a partir das descobertas relatadas.



quarta-feira, 16 de março de 2011

Islamismo: Contos Árabes


"Sherazade" - Emile Deotuche




Certa vez, um califa ordenou que todo aquele que mentisse pagasse uma multa de cinco dinares. O seu porta-voz percorreu todo o reino, anunciando o decreto. Temendo que pudessem mentir, os súditos começaram a evitar conversar uns com os outros. Enquanto isso, o califa e seu vizir disfarçaram-se e foram passear nas redondezas do mercado para sentir o efeito do decreto.
Eles pararam em frente à loja de um rico comerciante – apesar de ninguém ser rico perante Alá. O comerciante convidou-os a entrar, serviu-lhes café e ficaram conversando enquanto o tempo passava agradavelmente.
- Quantos anos você tem? – perguntaram o califa e seu vizir.
- Vinte, respondeu o comerciante.
- Qual é o montante de seus bens?
- Setenta mil.
- Quantos filhos você tem?
- Um, pela graça de Alá.
Ao retornarem ao palácio, o califa e seu vizir verificaram os arquivos e mandaram chamar o comerciante.
- Quantos anos você disse que tinha?
- Vinte.
- Isso vai lhe custar cinco dinares. E qual o valor de seus bens?
- Setenta mil.
- Isso vai lhe custar outros cinco dinares. E quantos filhos você disse que tinha?
- Um pela graça de Alá.
- Pague outros cinco dinares.
- Mas, piedoso califa, prove suas acusações contra mim – replicou o comerciante.
- Você é um ancião de 65 anos, de acordo com os registros, e, no entanto, diz ter 20 anos de idade!
- Os anos que eu gozei a vida e achei a felicidade e a verdadeira fé de Alá foram apenas vinte. No restante não conheci nada e não valem nada.
- E sobre sua vasta fortuna que, de tão grande, é até incalculável ... E você só admite ter 70 mil!
- Com estes 70 mil, eu construí uma mesquita. Essa é minha fortuna: o dinheiro que dediquei a Alá e ao seu fiel seguidor.
- Bem, você nega ter seis filhos?
- Não nego, mas cinco são ateus, bêbados e adúlteros. Só um filho é honesto e bom. Peço a Alá que olhe por ele com bondade.
- Você falou sabiamente. Falou a verdade – admitiu o califa. Não existem períodos de nossas vidas válidos de serem lembrados, exceto aqueles que foram passados com felicidade. Não existe riqueza válida de ser contabilizada, exceto aquela gasta com Alá e com a humanidade. E não existe filho que valha ser mencionado, exceto aquele que é bom e devoto de Alá.




Exercícios Propostos (clique em comentários, responda e não se esqueça de colocar seu nome e sala. Bom Trabalho!)


1) Destaque e explique três trechos do texto em que é possível perceber aspectos da cultura árabe.

2) A partir do texto, destaque e explique diferenças em relação ao Califado Islâmico e a Europa Feudal.

3) A primeira imagem apresentada é a obra Sherazade de Emile Deotuche - analise-a levando em conta aspectos da cultura e da sociedade árabe.

Sugestão de Leitura para aumentar o conhecimento:


As imagens do califa e do mercador foram retiradas deste livro, ele está disponível em nossa biblioteca

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O absolutismo e a sociedade da corte

Luís XIV é, sem dúvidas, o maior símbolo do absolutismo francês. O rei nasceu em 1638. Com a morte de seu pai, Luís XIII apenas 5 anos depois. O jovem rei foi educado pelo Cardeal Mazarino, e este o convenceu que o soberano governava por meio do direito divino, respondendo apenas a Deus e detendo o poder supremo na Terra. 

Analise os documentos a seguir. 

Documento 1 - Memórias de Luís XIV

"As minhas maiores paixões", revelou Luís XIV nas suas memórias, "são, certamente, o amor e a glória". O rei viveu como se a sua existência fosse uma longa peça de teatro, em que todos os atos, gestos e palavras foram escolhidos e ensaiados para produzir o máximo efeito em seus súditos. 
As principais aparições públicas do rei aconteciam nos "carousels", suntuosas festas ao ar livre, grandes eventos da corte. Na sua juventude, o rei participava, por vezes, de bailes, onde sempre fazia uma entrada espectacular.


Em uma festa realizada no início da década de 1660, foi cunhada para o rei, então com 24 anos, uma medalha em que o Sol se erguia sobre a Terra. A partir de então, Luís XIV passou a ser conhecido como "Rei-Sol" e os funcionários reais tinham instruções para submeter ao rei todos os assuntos de Estado.
Tal como o Sol, Luís brilhava. Tal como os planetas giravam em torno do Sol, os nobres franceses gravitavam ao redor do rei. O nascer e o pôr do Sol marcavam o início e o fim de um dia de trabalho dos franceses, enquanto em Versalhes, o levantar e o deitar da estrela terrena da França, o rei marcava a vida dos cortesãos e trabalhadores do palácio. 


Luís XIV governou a França durante um de seus períodos de maior prosperidade. Entre 1643 e 1715, ele estendeu as fronteiras e contribuiu para o fortalecimento do país como potência política e econômica. Também patrocinou o trabalho de escritores como Voltaire e do dramaturgo Molière.

Documento 2 - Vatel, um banquete para o rei


Assistir a uma refeição do rei era uma honra; ser chamado por ele durante a refeição, a marca suprema do favor real; e comer com ele ou servir-lhe a comida, a máxima honraria. 
A gastronomia como é conhecida hoje teve origem na época do Rei Sol. Ele considerava essencial a culinária francesa se destacar. As sobremesas surgiram desse empenho pela diferenciação.
Assista a cena que representa a entrada do rei em um banquete preparado em sua homenagem, Se atente à grandiosidade das vestimentas e do Palácio de Versalhes.



Documento 3 - Versalhes

A vida no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, onde a corte se instalou a partir de 1682, obedecia a duas regras básicas: nada se fazia a não ser que agradasse ao rei e tudo o que se fizesse deveria glorificá-lo.

No decorrer de seu longo reinado de 72 anos, muitos nobres abandonaram as suas propriedades para se tornarem cortesãos e estarem próximos do rei e da família real. 
No Palácio, jardins e bosques dos arredores, os nobres passavam o dia em atividades como a caça ou em jogos e a noite dançavam e ouviam música.

Mesmo que Luís não estivesse presente em uma sala, agia-se como se estivesse. Ninguém ousaria voltar costas ao retrato do rei ou entrar na sua sala de refeições ou no seu quarto de chapéu na cabeça ou sem dobrar o joelho.

O seu bisneto, Luís XV e o neto deste Luís XVI, continuaram a tradição real de vida luxuosa, mas nenhum se igualou ao Rei-Sol em carisma ou capacidade de decisão.

Explore o retrato de Luís XIV em 3D




A recriação do retrato de Luís XIV pintado por Hyacinthe Rigaud pela realidade virtual nos possibilita observar o monarca a partir da perspectiva do artista e apreciar todos os detalhes da suntuosa obra, como a decoração, os têxteis e os trajes. 


Documento 4 - O inventor do luxo

Luís XIV inventou o luxo tal como o conhecemos hoje. Tudo o que o rei usava se tornava moda, os diamantes e o champanhe, por exemplo, tornaram-se sinônimo de sofisticação e glamour em seu reinado. Os sapatos elegantes de salto alto foram idéia dos artesãos palacianos. A gastronomia francesa, com seus chefs, e a alta-costura, com seus estilistas-estrelas, apareceram durante seu reinado, assim como as butiques, as grifes e os salões de cabeleireiros. 



As monarquias europeias sempre se cercam de luxos e riquezas para se diferenciar do restante da população, a diferença, no caso da corte de Luís XIV é que o luxo deixou se transformar em objeto de consumo: a Europa ficou fascinada pelas criações da corte francesa. Todos queriam roupas, móveis e receitas culinárias vindas da França – há até um estilo de móveis e pinturas chamado Luís XIV. Os franceses souberam se aproveitar desse sucesso e transformaram a moda, os perfumes e a gastronomia em um dos alicerces da economia do país.



A escritora estadunidense Joan DeJean, 
especialista em cultura francesa no livro The Essence of Style (A Essência do Estilo), explica: "Luís XIV era obcecado pela idéia de que ostentar o luxo era uma forma de demonstrar poder". Segundo a pesquisadora, o apreço do rei pelo luxo não era apenas uma questão de vaidade, mas parte da estratégia de promoção da França. Paris deveria ser admirada e seu esplendor devia deixar na sombra seus principais rivais, Londres e Amsterdã. 

Jean-Baptiste Colbert, ministro da economia e grande economista, lançou o primeiro jornal de moda, o Mercure Galant, como estratégia promover as vestimentas parisienses e as tornar cobiçadas. A partir de 1670, Colbert difundiu a ideia de que as coleções deveriam mudar a cada estação, incentivando o consumo.Quando o reinado de Luís XIV começou, a França não exercia qualquer domínio sobre a moda. 72 anos depois, a corte francesa era símbolo de estilo e bom gosto e os comerciantes dominavam lucrativo comércio de artigos de luxo ocidental. O luxo movimentou, e muito, a economia. 

Atividade

1. Defina 3 palavras chave para cada documento. 
2. Após analisar os documentos, estabeleça a relação entre o poder absoluto francês, a sociedade da corte e a ostentação durante o reinado de Luís XIV. 


📚 Vale a pena Ler: 


Luís XIV: Por que o monarca era conhecido como Rei Sol?

Peculiaridades e intimidade escancarada, a referência do rei ao principal astro tinha significados curiosos


Gabarito
2. Os monarcas absolutos ostentavam todo o luxo e riqueza que sua época poderia lhes proporcionar, tudo o que faziam ou usavam virava moda ao ser copiado pela corte que os rodeava, bajulava e paparicava. Esses monarcas se mostravam tão ricamente trajados, tão amplamente adulados para diferenciar-se das demais pessoas da nação, eram soberbos, nobres abençoados por Deus e não poderiam contentar-se apenas com o que contentava-se os simples mortais da época, é a ideia de personificação: "O Estado sou eu" como diria Luís XIV.

Versalles

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