Aqui só tem História

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domingo, 17 de julho de 2016

Visita ao Teatro Colón em Buenos Aires

Ao iniciar a pesquisa sobre um possível roteiro a Buenos Aires nas férias de julho, as referências ao Teatro Colón como destino obrigatório começaram a me encantar.
Com as passagens em mãos, ao traçar nosso roteiro, ficou estabelecido que nossa primeira visita seria ao Teatro, no sábado a tarde. 
Assim como acontece com Teatro Municipal de São Paulo, embora tenha nome de Teatro, o Colón é uma casa de ópera, construído aos moldes de grandes casas de ópera europeias no período da belle époque, em 1908. O estilo eclético fascina os observadores com sua opulência e grandiosidade. 
As similaridades com nosso processo histórico também são muitos semelhantes: um oligarquia rica e poderosa- no caso argentino devido à exportação de cereais e ao a atividade portuária da Bacia Platina - precisa remodelar sua capital aos moldes europeus, com largas avenidas, construções fabulosas e, claro, uma casa de ópera. 
O edifício que visitamos é uma remodelação do antigo, construído em 1850. A construção iniciada em 1890, levou 20 anos para ser concluída e é cheia de lendas e mistérios, que deixam a visita e o discurso da guia ainda mais interessante,  como a morte por um ataque súbito do primeiro arquiteto italiano, Francesco Tamburini, responsável pelo projeto, aos 44 anos. O segundo arquiteto, Víctor Meano, sócio de Tamborini e também italiano, foi assassinado pelo amante da esposa, pasme, aos 44 anos. Após todos essas "coincidências" nenhum outro profissional queria vir a Buenos Aires e terminar a obra, mas um belga Jules Durmal finalizou o projeto em 1904, adotando muitos elementos do estilo eclético francês.
A ópera inaugura, em 25 de maio de 1808 foi Aida de Verdi. A acústica era o diferencial e atraia companhias de ópera europeias, chegando a rivalizar com grandes teatros de Milão e Nova Iorque. Como visitamos Buenos Aires nas comemorações do Bicentenário da Independência, não foi possível  tirar fotos da fachada do edifício, que estava sendo preparado para uma  grande ópera a céu aberto que ocorreria em 09/07.

                           
                                    https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Colón

A  visita guiada tem duração de 50 minutos, e são minutos muito bem gastos, a cada ambiente a admiração e a expressão: UAU! segue o tour da visita. Os materiais de primeira qualidade como os mármores de diversas tonalidades, todos vindos da Europa, assim como as esculturas e os magníficos vitrais são maravilhosos. 



Obras de arte em mármore italiano

Detalhes do atrio de entrada e da magnífica cúpula com vitral colorido. 

Os vitrais foram realizados pela Casa Gaudin, de Paris, em 1907 e trazem cenas da ópera Homero




Escada de acesso aos camarotes - destaque para as cabeças de leões que a adornam. A palavra para definir esse espaço não poderia ser outra: grandiosidade. 


      
   

No segundo andar fica o salão de recepções, ou Salão Dourado, onde a rica burguesa portenha fazia grandes recepções e acontecimentos sociais. O espaço é uma reprodução do Froyer do ópera de Paris, em dias específicos, essas salas são utilizadas para apresentações musicais de câmara, conferências e exposições. Para esses eventos não são cobrados ingressos. 

Pose para foto ao final da escada. 
Suntuoso teto e muitos detalhes

Lustres e colunas com estruturas neoclássicas e barrocas, adornadas com folhas de ouro

El secreto - escultura em mármore de carrara - Gustav Eberlein


Pescoços erguidos e Clara tenta captar detalhes

Objetos de decoração lindíssimos, todos franceses, os móveis desse espaço são a prova de fogo.

                                                Espelhos tão lindos, como resistir à selfie? 




A sala de espetáculo é impressionante, um aspecto que me chamou muito a atenção foi o fato de poder fotografar todo o ambiente, aqui em São Paulo o Teatro Municipal tem severas restrições sobre o que pode e o que não pode ser fotografado. 
A cúpula da sala tem 318 metros quadrados e a acústica proporcionada pela sala é considerada a quinta melhor do mundo. Característica do período também é o fato de que existem camarotes para ver e para serem vistos. Como assim? Oras, nem sempre o mais caro garantia a melhor vista do placo, mas sim o fato de que a plateia veria a pessoa que estava sentada ali, suas roupas e acessórios e invejaria sua riqueza. 
Na época da inauguração as entradas nos camarotes ficavam restritas à elite portenha enriquecida,  os italianos imigrantes e pobres, acostumados à cultura e apreciadores de óperas, apenas conseguiam comprar ingressos na parte superior do teatro, chamada paraíso, dali pouco podia-se ver, mas a acústica é tão fantástica que tinha-se a impressão de estar no paraíso. 

Com 28 metros de altura e 32 metros de diâmetro, tem capacidade para acomodar 2478 pessoas sentadas e mais 500 em pé, no chamado paraíso. 
O lustre da cúpula central tem 700 lâmpadas e pesa duas toneladas e meia. 

O fosso abaixo do palco comporta uma orquestra com até 120 músicos. 



A cortina do palco pesa em torno de 700 quilos e foi confeccionada em 1936. 
Panorâmica da sala de espetáculo feita pela Clara

Mais uma selfie no espelho do camarote, todo construído em pinho canadense para evitar qualquer tipo de umidade e auxiliar na acústica. A visão do palco é muito boa e achei sensacional a utilização dos espelhos para impedir a visão do camarote vizinho. 

No subsolo há uma exposição de figurinos, cenários e sapatos, infelizmente fechada durante nossa visita. 

Onde: Apesar de ocupar 3 das principais avenidas de Buenos Aires: Cerrito, Viamonte, Tucumán y Libertad, a entrada é feita pela antiga entrada de carruagens, na avenida Tucumán. 
Quando: As visitas guiadas ocorrem diariamente das 9 às 17:00, saem visitas guiadas a cada 15 minutos e todas são realizadas em espanhol. 
Quanto: $250,00 (duzentos e cinquenta pesos argentinos - julho de 2016 - R$ 55,00) - pode ser pago com cartões de crédito Visa e Mastercard
Comentário: Achei bem cara a entrada e visita guiada, levando em conta os valores das atrações históricas aqui no Brasil e o fato de que éramos 3 pagantes - estudantes brasileiros NÃO tem descontos - mas a visita foi linda, a guia muito atenciosa e as explicações ótimas. 


terça-feira, 17 de maio de 2016

8 ano: Revolução Francesa

Para melhor compreendermos a Revolução Francesa, selecionei, como sugestão, um desenho e um documentário. Assistindo sempre fica mais fácil, certo?
E quanto às curiosidades?
Achei informações muito legais no site: http://omelhordeparis.com.br/3-curiosidades-sobre-a-revolucao-francesa/


segunda-feira, 9 de maio de 2016

1˚ano: P1 - Da queda do Império romano às Invasores bárbaras


Pessoal, seguem os slides e as habilidades para melhor organização de estudos para nossa P1 de 13/05.
Utilizei a versão resumida, do Terceirão, mas é possível utilizar sem nenhum problema, em caso de dúvidas, me procurem.





domingo, 24 de abril de 2016

Festival de Filmes sobre a II Guerra Mundial 2016



Pessoal; seguem as orientações.
Atenção: Não deixem tudo para a última hora,  a atividade pede empenho e é demorada, caprichem e me surpreendam! 

A Revista Veja (estou indicando a Veja, isso é inédito!) fez há alguns anos um especial sobre a II Guerra Mundial, vocês podem usar o material como apoio, tem vídeos, imagens, textos, depoimentos, todos os temas solicitados são abordados. 


Trabalho escrito (no ppt) 

1) Informações gerais sobre o filme escolhido: ano de produção, diretor, elenco, duração. (facilmente localizado em sites como o adoro cinema. 
2) Sinopse do filme. 
3) Identifiquem no filme os aspectos históricos que se relacionam ao conteúdo estudado: A qual acontecimento da guerra o filme remete. Explique –o.
- Utilize mapas, imagens e informações históricas confiáveis. 
4) A realidade mostrada pelo filme refere-se a apenas um país? Explique, caprichando nos detalhes.
5) Identifiquem qual visão da Guerra o filme apresenta – sob qual ponto de vista, do Eixo ou dos Aliados. Explique.
6) Como o contexto de Guerra interferiu na vida das personagens do filme? Explique.
7) Faça uma crítica ao filme, apontando aspectos positivos e negativos e integre a sua sinopse.
8) Destaque a cena que mais lhe chamou atenção, emocionou. Explique a escolha
9) Edite a cena que te chamou a atenção/emocionou, após exibi-la em sala, explique sua escolha (por que vale a pena assistir a esse filme?)
10) Convença os demais alunos a assistirem o filme, utilizem argumentos objetivos e históricos. 

# Verifiquem que, após cada trailer dos filmes indicados, fiz observações e indiquei blogs, sites e artigos para completar a pesquisa de vocês, esses materiais são de qualidade e de veracidade comprovada, por isso, necessariamente, vocês precisarão utilizá-los e deverão constar na bibliografia. 

11) Bibliografia.


A apresentação dos filmes deverá seguir a ordem cronológica da guerra.

1 - Filhos da Guerra. 

9B: Vitória e Giovanna

Breve análise do filme pelo Guia do Estudante, com ênfase para o protagonista: Salomon Perel: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/99-filhos-guerra-historia-solomon-perel-436123.shtml
òtima análise, em inglês, sobre o filme: http://www.nytimes.com/1992/02/19/movies/a-life-stranger-than-the-movie-europa-europa-based-on-it.html
Mais informações sobre Salomon Perel, inclusive sobre sua vida no pós-guerra: http://www.history.ucsb.edu/faculty/marcuse/classes/33d/projects/jewishlife/JewishPerelRuth.htm
Juventude Hitlerista: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/doutrinacao_absoluta.html
Para saber sobre a juventude hitlerista: https://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10007820

2 – Circulo de Fogo (Enemy at the gates) 

9A: Caio e Gabriel
9B: Enzo e Fábio
Tema amplo e importante, utilizem mapas e expliquem a importância estratégica da cidade. Busquem propaganda soviética do período.

Introdução da importância histórica da Batalha de Stalingrado: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/batalha-definiu-rumos-segunda-guerra-mundial-694407.shtml

http://segundaguerra.net/a-batalha-mais-decisiva-da-segunda-guerra-mundial/

Artigo sobre o verdadeiro Vasili Zaitsev :  http://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/25/cultura/1390667674_489908.html


7 – Cartas de Iwo Jima



9A: Matheus Gravalos e Breno
9B: João e Rodrigo

Análise dos dois filmes que se completam: http://www.cinerevista.com.br/artigos/ConquistaCartas.htm
Material em inglês, imagens e análises das cartas: http://www.historicalconsulting.com/returned_iwojima_letters.html
Análise - Batalha de Iwo Jima: http://www.japaoemfoco.com/a-batalha-de-iwo-jima/
Pontos de vista da batalha de Iwo Jima: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/pontos-vista-batalha-iwo-jima-435094.shtml

10-  O Resgate do soldado Ryan



9A: Vitor e Bruno
9B: Guilherme e Eduardo P. 

Essa temática é muito rica, abusem dos infográficos, mapas e informações adicionais. 
Nesse site da National Geographic traz, em inglês, muitas históriqas não contadas, além da indicação de sites, inclusive do Museu do Dia D, na França e o Memorial do Dia D.
http://ngm.nationalgeographic.com/static-legacy/ngm/0206/feature1/
https://www.dday.org/history/d-day-the-invasion/overview.html

11 - Olga


9A; Bia e Carol
9B: Victória, Millena e Lara


Para melhor explorar os fatos históricos e o filme: 
 http://www.revistadehistoria.com.br/secao/cine-historia/uma-explosao-de-estereotipos

Boa análise sobre a vida de Olga Benário e seu envolvimento com Luis Carlos Prestes: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/as_muitas_tragedias_de_olga.html

Bem resumido, mostrando a influência nazista no Brasil durante o governo Vargas: http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/curiosidades-historicas/2014/04/23/a-forca-de-olga-benario-e-a-influencia-nazista-no-brasil/



12 - A Queda


9A: Fernada e Giovanna
9B: Leo e Ruan
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/queda-berlim-434435.shtml

13 - Caçadores do obras primas


9A: Natalie e Cíntia
9B: Ana Luiza, Túlio e Elis

Bem legal esse material, imagens e breve apresentação dos verdadeiros Caçadores de obras primas: https://baseadoemfatosirreais.wordpress.com/2014/03/03/787/

Artigo Isto é: O Batalhão das Artes: http://istoe.com.br/347019_O+BATALHAO+DAS+ARTES/

14- O Julgamento de Nuremberg

9A: Juliana e Maria Eduarda

Material Revista Mundo Estranho: o julgamento de nuremberg foi justo
OAB analisa o Julgamento de Nuremberg: http://www.oabsp.org.br/sobre-oabsp/grandes-causas/o-tribunal-de-nuremberg

15- Malena



9A: Matheus Oliveira e Raquel


http://www.ideafixa.com/historia-as-colaboradoras-nazistas-da-segunda-guerra-mundial/

as colaboradoras nazistas

Bom trabalho e divirtam-se! 

segunda-feira, 7 de março de 2016

O Absolutismo: Construindo uma narrativa Histórica

Olá alunos dos 8˚s anos,

Para contribuir com o desenvolvimento da narrativa histórica, fiz uma coletânea com sugestões de vídeos e documentários para ampliar o repertório sobre Luís XIV e a corte francesa sob o absolutismo.
Lembre-se, você deve criar uma narrativa com fatos históricos comprovados, cópias de textos ou fragmentos não devem acontecer.

Versalhes:



Vatel: Um banquete para o rei: Uma aventura amorosa na corte do rei Luis XIV, o objetivo é observar a cenografia, os exageros e os jantares gigantescos oferecidos pela corte.




Nos Jardins do Rei: Projeto e elaboração dos magníficos jardins de Versalhes




Ensino Médio, da Antiguidade Clássica à Idade Média - o que é preciso saber?

⚠️ Utilize os norteadores a seguir para garantir um processo de estudos significativo sobre os temas. 

Grécia antiga: Atenas e Esparta
- Compreender o processo de formação das poleis gregas.
- Estabelecer a importância da civilização cretense para a formação dos valores culturais gregos.
- Relacionar o Período Homérico à primeira diáspora grega. 
- Conceituar as causas da primeira e segunda diáspora grega, bem como suas consequências.
- Diferenciar a organização política, econômica e social das duas principais polis gregas: Atenas e Esparta.
- Compreender as noções de cidadania das poleis gregas. 
- Compreender o longo processo para a construção da democracia grega. 
- Relacionar política e oligarquia nas cidades gregas. 
- Problematizar os limites da democracia grega.
- Relacionar as Guerras Médicas ao expansionismo ateniense na Ásia Menor. 
- Conceituar a Guerra do Peloponeso e suas consequências para a Hélade.

O Período Helenístico
- Entender a Guerra do Peloponeso como fator determinante para a destruição da Hélade e domínio de Alexandre, o Grande.
- Conceituar o Helenismo e relacionar sua expansão pelo mundo mediterrânico às conquistas de Alexandre.


A Civilização Romana
 - Relacionar a localização geográfica da Península Itálica e as influências gregas na cultura latina,
- Compreender os fatores que levaram os patrícios ao golpe de estado e a implantação da República.
- Estabelecer as mudanças sociais ocorridas após a expansão territorial.
- Conceituar Lei das Doze Tábuas e estabelecer sua importância,
- Compreender a importância das Guerras Púnicas para o controle geopolítico romano no Mediterrâneo
- Conceituar o chamado Século de Ouro (século I d. C.). 
- A política do pão e circo. 
- Compreender a crise e posterior queda do Império romano como processo que se estendeu por todo o Baixo Império. 

A Idade Média
- Compreender o processo que levou à crise do Império Romano do Ocidente e à formação dos Reinos bárbaros;
- Interpretar historicamente o fenômeno feudalismo como miscigenação germânica e romana;
- Relacionar a consolidação da sociedade estamental ao poder da Igreja no período. 
- Avaliar criticamente o poder da instituição Igreja Católica no período e seu papel no controle das mentalidades. 
- Localizar a Arábia pré-islâmica e entender sua importância geopolítica na região.
- Compreender o processo de formação e consolidação do islamismo,
- Relacionar a centralização política-religiosa da península e o processo de expansão territorial.
- Problematizar o poder Igreja Católica no período e seu papel no controle das mentalidades. 
- Analisar fatores da dinâmica interna europeia no que diz respeito às Cruzadas,
- Interpretar historicamente o fenômeno Cruzadas,
- Avaliar as consequências desse movimento para o Ocidente cristão e o Oriente islâmico.
- Relacionar o Renascimento Comercial e Urbano às Cruzadas,
- Compreender a dinâmica de funcionamento de um burgo e as relações sociais ali estabelecidas.
- Analisar como as Crises do século XIV (Peste Bubônica, Guerra dos Cem Anos e Revoltas Camponesas) contribuem para o fim do feudalismo.
- Compreender a aliança entre o rei e a burguesia como mecanismo de fortalecimento mútuo e consolidação da sociedade moderna. 

A Formação dos Reinos Ibéricos
- Compreender a aliança entre o rei e a burguesia como mecanismo de fortalecimento mútuo e consolidação da sociedade moderna

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Museu do Oratório Ouro Preto: coleção magnífica

Ao visitar a linda cidade de Ouro Preto há tantas coisas para ver que até nos sentimos perdidos... ok, perdidos mas deliciados, as ladeiras são íngremes e fantásticas, os casarios com suas janelas pitorescas, as igrejas que se destacam na paisagem, como não imaginar toda a história que se passou por ali?
Os escravos e seus senhores, as sinhás detidas pelas janelas e gelosias...
Para mim, a cada ano que volto, faço novas descobertas, detalhes que não tinha conseguido captar no ano anterior, conversas com as pessoas tão solícitas e simpáticas, enfim, que honra poder conviver anualmente com o povo mineiro.
Esse post é para falar sobre o Museu do Oratório. Localizado no Adro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, local da antiga casa do Noviciado do Carmo (construção do século XVII), passou por uma grande reforma para poder acomodar o Museu e hoje nos dá uma amostra de como eram os interiores das construções do período colonial e a fé de seus habitantes.
                                    http://museudooratorio.org.br/conheca/historico/
Igreja Nossa Senhora do Carmo - parte externa Marido e filha em nossa viagem de julho/2015   
Vista do interior da igreja, é preciso pedir autorização para subir as escadas e verificar o local onde ocorrem reuniões da Irmandade do Carmo.
Entrevista com o funcionário do Museu do Oratório, muito solícito e gentil, atendeu prontamente minha aluna Júlia.
Vista  da cidade a partir do pátio da igreja.
Adoro as fotos tiradas a partir do interior, as janelas das construções coloniais emolduram o lindo cenário.

No Museu do Oratório as fotos não são permitidas, mochilas e câmeras devem ficar guardadas em armários organizados na entrada do museu. O site é excelente, muito organizado e permite exploração minuciosa das obras: http://museudooratorio.org.br/conheca/apresentacao/
O Museu foi fundado em 1998 e é composto pela coleção de Ângela Gutierrez, as peças são desde o século XVI ao XIX. Fiquei encantado com o relato do monitor ao nos contar como ela foi composta: Ângela visitava fazendas por todo interior do Brasil, participava de leilões e montou essa fantástica coleção. Fico pensando no que ela encontrou: antigas sedes de fazendas decadentes, tanta história contida nessas peças, penso na tristeza que alguns tiveram, mas se viram obrigados, a desfazerem-se de seus tesouros. As peças são de madeira e acabam castigadas pelo tempo e ao serem adquiridas, passaram por um minucioso sistema de restauro. 
A coleção de Ângela possibilitou a criação de 3 Museus: o do Oratório em Ouro Preto, o de Ofícios em BH e o de Sant'Ana em Tiradentes, que é meu preferido e merece um post só pra ele. 
São inúmeros oratórios (162 no total) de tamanhos muito variados, desde pequeníssimos até os que lembram capelas domésticas.


http://museudooratorio.org.br/conheca/apresentacao/
Reconstituição de um batizado em frente a um grande oratório de ermida, destaque para as roupas em estilo francês
Os primeiros oratórios surgem na Idade Média, o tamanho permitia que o fiel transportasse consigo a "capela", oratório e realizasse suas orações onde estivesse. A esquadra de Cabral trazia um oratório em homenagem à Nossa da Esperança. 
Nos anos que se seguiram a implantação da colonização brasileira, o isolamento e a dificuldade de deslocamento na colônia fez com que os oratórios fossem uma alternativa para a religiosidade nesse longínquos confim do além-mar. 
Nas palavras de Ângela Gutierrez: "Em Minas Gerais, o oratórios simboliza a gratificação da fé, pelas andanças perigosas dos aventureiros, acompanhando-os com a sua benção e indispensável patrocínio. O certo é que esses objetos de fé, hoje escassos, ocuparam vilas, cidades, aglomeraram comunidades em torno da espiritualidade triunfante da Contrarreforma."

http://museudooratorio.org.br/sobre/

Ao observar os oratórios e demais imagens selecionados e expostos no espaço, minha imaginação de historiadora alça vôo novamente... como não pensar nas pessoas que os possuíram? Aqueles objetos representavam o porto seguro, orações, pedidos e agradecimento de gerações. Representações barrocas, rococó e neoclássicas mostram a fé do povo brasileiro.
Para o observador, lá estão também exemplos do sincretismo religioso que se realizou por toda a colônia, exemplos da influência africana e indígena incorporados pela religiosidade cristã. Na minha opinião, são os mais belos e elaborados, imagino-os nas senzalas, trazendo conforto aos oprimidos.


Os Oratórios de Algibeiras acompanhavam os viajantes, pequenos e leves, poderiam ser facilmente transportados, é possível conhecer oratórios tão diminutos que poderiam ser transportados nos bolsos. 

Os oratórios de Alcova eram verdadeiros bens familiares, geralmente passavam de mães para filhas, ficavam nos quartos. 

http://museudooratorio.org.br/grupo_oratorio/oratorio-de-salao-decorados/

Para o observador, lá estão também exemplos do sincretismo religioso que se realizou por toda a colônia, exemplos da influência africana e indígena incorporados pela religiosidade cristã.  Eles não apresentam o requinte e as cores dos demais oratórios, produzidos pelas mãos de negros escravizados e repletos de simbolismo da cultura afro, na minha opinião, são os mais belos pelo seu simbolismo histórico, imagino-os nas senzalas, trazendo conforto aos oprimidos.

http://museudooratorio.org.br/oratorio/oratorio-afro-brasileiro-mo-099/

A recriação de um acampamento tropeiro, com todos os seus utensílios para desbravar o sertão e levar consigo objetos para venda e, claro, oratórios para oração e proteção é, para mim,  um espaço que merece destaque. Há muitos anos, ao ler o livro de Laura de Mello e Souza, Os Desclassificados do Ouro, imagino a vida desse importante personagem no processo de colonização, o tropeiro, fundamental para os primeiros anos da ocupação dessa região no coração do território, endurecido pelas dificuldades das estradas, garantia o abastecimento e caminhava pelos sertões na certeza de estar protegido por seus santos e oratórios. 



http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/turismo-nacional/aproveite-as-ferias-escolares-e-visite-as-cidades-historicas-mineiras-tu-16275.asp

Ângela Gutierrez merece agradecimentos e felicitações por compartilhar sua coleção particular com o público!

Endereço:
Preço: R$5,00 (meia entrada para estudantes e professores)
R$: 10,00 inteira

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Grécia antiga e o filme 300 de Esparta - análise de fonte visual

Leia os documentos acerca da vida na pólis de Esparta. 





Siga as orientações para desenvolver um bom texto. 


1. Explicar como ocorreu a construção do ideal espartano em relação a: 
a. quem eram esses guerreiros, 
b.  qual código de conduta norteava suas vidas, 
c. que tipo de treinamento recebiam. 

2. Analisar a conduta da população frente a uma ameaça externa. 


3. Problematizar a visão do outro: o estrangeiro. 

4. Comparar o homem grego e o persa de acordo com o que o filme - e a HQ -  apresentou. 


5. Relacionar as informações dos direcionamentos 3 e 4.