Aqui só tem História

Aqui só tem História

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

9˚ano: Diários da Primeira Guerra Mundial

Sempre adorei os relatos produzidos por aqueles que vivenciaram os conflitos, é tão real, tão cheio de emoções... Faz tudo parecer mais vivo, como se tivesse acabado de acontecer. A I Guerra Mundial foi chamada de Grande Guerra não a toa, foi um conflito sem precedentes, não somente pelos 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos, mas pelas dimensões que assumiu na vida daqueles que foram obrigados a passar por ela e nas feridas profundas que deixou sem cicatrizar.
   Há alguns anos li o livro Vozes Roubadas, diários de guerra, organizado por Zlata Filipovic e Melanie Challenger. Como não me emocionar com os relatos da jovem Piete Kuhr, sua ingenuidade e olhar singular sobre os acontecimentos que castigavam sua Alemanha? Sempre tento dividir essas emoções com vocês, meus alunos, meus ouvintes...


      Lembrem-se: Utilizem a formação dos grupos das aulas de Pensar Crítico, colaborem uns com os outros e caprichem! 
    Verifiquem também o site da Veja na História, não só as edições sobre a I Guerra Mundial, mas também muito outros temas super interessantes.
http://veja.abril.com.br/historia/
    Fica também a dica de ótimos filmes como o romance francês: Eterno Amor http://www.adorocinema.com/filmes/eterno-amor/  Feliz Natal: http://www.adorocinema.com/filmes/feliz-natal/


      Vamos lá? Munam-se de seus sentimentos dramáticos e mergulhem nessas fascinantes histórias!

Texto 1, 1914: “Queria tanto ir com eles ! Não quero ficar para trás e ser criança ! Tenho tanta pena dos soldados e dos cavalos” – Piete Kuhr, 06/08/1914 

      Hoje é dia 1˚ de agosto de 1914. Faz muito calor. Faz muito calor. Começaram a colher o centeio no dia 25 de julho, já está quase branco. Quando passei por um campo esta noite, colhi três ramos e fixei-os sobre a minha cama com uma tachinha. 
      A partir de hoje a Alemanha está em guerra. Minha mãe me aconselhou a escrever um diário sobre a guerra; ela acha que poderá me interessar quando eu for mais velha (...)
   Foram os sérvios que começaram. No dia 28 de julho, eles receberam o príncipe herdeiro Francisco Ferdinando e sua esposa Sophie. O casal real estava passeando de carro pela cidade de Sarajevo, e enquanto o carro passava, com eles acenando, houve uma emboscada e tiros foram disparados. Ninguém sabe quem foi o autor. O jornal diz que toda a Áustria Hungria está num alvoroço indescritível. Em Viena um ultimato foi redigido e enviado à Sérvia, mas os sérvios o rejeitaram. Todos dizem que os sérvios desejam a guerra para poderem manter seu estado de independência e que a Rússia irá apoiá-los. (...) 
      Áustria-Hungria, Alemanha, Sérvia, Rússia e França mobilizaram seus exércitos. Não fazemos ideia de como será a guerra. Há bandeiras em todas as casas da cidade, como se estivéssemos em época de algum festival (...) 
Piete Kuhr

Bibliografia: FILIPOVIC, Zlata; Challenger, Melanie (org). Vozes roubadas: diários de guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Texto 2, Diário do ten. Galtier-Boissière, na frente ocidental em 22 de agosto de 1914. 22 de agosto de 1914

“De repente, uns silvos estridentes nos precipitaram ao chão, apavorados. A rajada acaba de estalar sobre nós Os homens, de joelhos, encolhidos, com a mochila sobre a cabeça e encurvando as costas, se apegavam uns aos outros. Por baixo da mochila dou uma espiada nos meus vizinhos: arquejantes, sacudidos por tremores nervosos e com a boca contraída numa contração terrível, batiam os dentes e, com a cabeça abaixada, tem o aspecto de condenados oferecendo a cabeça aos carrascos. Esta espera da morte é terrível. O cabo, que havia perdido seu capacete, me diz: rapaz, se soubesse que isso era a guerra e que vai ser assim todos os dias, prefiro que me matem logo. (…) Na sua alegre inconsciência, a maioria dos meus camaradas não havia jamais refletido sobre os horrores da guerra e não viam a batalha senão pelas cores patrióticas: desde nossa saída de Paris, o Boletim do Exército nos conservava na inocente ilusão da guerra ser um passeio e todos acreditavam na história dos boches se renderem aos magotes. (…) A explosão daquele instante, sacudiu nosso sistema nervoso, que não esperava por isso, e nos fez compreender que a luta que começava seria uma prova terrível. Escute meu tenente, parece que se defendem estes porcos!”


Texto 3: Martin Gilbert. A Primeira Guerra Mundial. 

Na frente Ocidental, as condições de guerras finais em 1915 eram aterrorizadoras (…). Durante o Mês de Novembro a chuva foi tão intensa que muitas trincheiras tinham água até os joelhos e por vezes até a cintura. Houve um episódio nesse mesmo inverno que foi falado em toda frente Ocidental. Sobre um parapeito alemão narrou um homem chamado Gibbs (correspondente na linha de frente):  
   ‘’Apareceu um cartaz onde se lia; em grandes letras: ‘’Os ingleses são idiotas. Não somos tão idiotas quanto eles’’, disse ao sargento, e pouco depois o cartaz foi feito em pedaços com fogos de metralhadoras. Apareceu outro cartaz, que dizia: ‘’Os Franceses são idiotas’’. A lealdade para os nossos aliados causou a destruição desse cartaz. Surgiu um terceiro cartaz: ‘’Somos todos idiotas. Vamos, mas é para casa”. Esse cartaz, assim como os outros também foi destruído. Mas essa mensagem causou alguns sorrisos, e os homens diziam: “Há muito de verdade naquelas palavras.” Porque é que isto tem que continuar? È por causa do que?”. Os velhos que começaram essa guerra que venham lutar entre eles. /…/ Os homens que estão à lutar não tem nenhuma questão séria entre eles. Queremos ir todos para as nossas casas, para nossas mulheres, para o nosso trabalho. Mas nenhum dos lados estava preparado para ser o primeiro para ir à suas casas. Ambos os lados tinham caído numa armadilha- uma armadilha infernal, na qual não tinha escapatórias.
Texto 4, Madrugada de 22 de abril de 1915. Comandada pelos britânicos, a frota da Tríplice Entente prepara-se para iniciar a operação anfíbia que almeja a tomada do estreito de Dardanelos, passo primeiro da conquista da Turquia. Os botes que levam os soldados às praias estão partindo. Eric Bush, guarda-marinha de um dos barcos-escolta do HMS Bacchante, descreve a cena.

      Almofadados para evitar qualquer barulho, os remos são baixados cuidadosamente nos botes. Alguns soldados ajustam o equipamento, outros apertam a fivela do capacete ou ainda azeitam seus rifles. Porém... As cornetas em terra firme dão o alarme. Fomos avistados! As luzes se acendem. O inimigo abre fogo. Começa a chuva de balas. Está escuro o suficiente para vermos o espocar dos rifles e metralhadoras e claro o suficiente para reconhecermos os otomanos se movimentando em terra.

    Não há cobertura para nossos soldados. Diversos são atingidos antes de chegarmos ao continente. Vejo alguns deles tombarem nos botes lotados, tão logo levantam para sair, alvejados pelos projéteis inimigos. Graças a Deus, restam apenas mais algumas jardas. Assim que os barcos atracam, eles pulam. Em alguns casos, a terra firme está mais longe do que imaginam, e os soldados precisam arrastar-se para a margem com água na cintura. Os menos preparados afundam com seu equipamento pesado. Mas a maioria chega em segurança, joga-se na areia e, de trás de suas mochilas, começa a atirar.

   O major Shaw, da 29º Divisão britânica, uma das mais experientes de toda a operação e que estava encarregada de tomar as praias do cabo Helles, está em uma dessas embarcações.

A cerca de cem jardas da praia, o inimigo abriu fogo, e o chumbo veio quente, espirrando água por todos os lados. Eu não vi ninguém ser atingido nos botes – mas muitos foram, como meus contramestre-sargento e major-sargento, que estavam sentados a meu lado. Estávamos tão apertados, próximos uns aos outros, que não era possível se mover. Eles ficaram ali, sentados, mortos.

Quando o senti o barco tocar em terra, corri em direção ao arame farpado na praia, locomovendo-me pela água que devia estar ainda a um metro de altura. Descobri que apenas Munsell e outros dois homens haviam me seguido. À direita de mim, em um rochedo, havia uma fileira de otomanos em uma trincheira, atirando em nossa direção. Olhei para trás. Uma fila de soldados encontrava-se disposta nas bordas da areia. O mar estava absolutamente vermelho, e era possível ouvir os gemidos em meio ao ruído da fuzilaria. Havia alguns poucos dos nossos atirando de volta. Eu os chamei para avançar. O soldado atrás de mim, porém, gritou: "Fui atingido no peito." Percebi então que todos haviam sido atingidos.

Texto 5: O suboficial Johnson, da divisão naval britânica, chegou com segurança à praia e posicionou-se em um pequeno buraco próximo à trincheira.

Por quase uma hora, as enormes armas não pararam de cuspir projéteis, enquanto nos afundávamos nos buracos das trincheiras. Era bom quando dois caras podiam ficar juntos em um desses buracos – significava companhia. As pernas e os pés ficam para fora, mas as costas e a cabeça estão protegidas por talvez cinquenta, sessenta centímetros de terra, que qualquer cápsula ordinária pode destruir em um centésimo de segundo. É melhor nem pensar nisso. Acendemos um cigarro e ficamos olhando um para a cara do outro. É melhor esperar. Tudo que você vê é o lado oposto da trincheira de areia, que você encara com um olhar vago e distante. Os projéteis gritam alto e com frequência, e você ouve os rangidos, os berros e as explosões misturados. O chão abaixo e em seu entorno está tremendo e chacoalhando.

A fumaça entra no buraco e eu e meu companheiro começamos a tossir. Metade da areia que estava na superfície nos protegendo agora está em nosso pescoço e dentro de nossa calça. Nos perguntamos se um dia esse bombardeio irá parar... Mas de repente, os barulhos cessam e o ar fica claro. Percebemos que, ao menos por enquanto, o bombardeio parou. Depois de esperarmos mais alguns minutos, para ter certeza, saímos do buraco, em direção às trincheiras. Olhamos por sobre ela e tudo que vemos é um horizonte sem sinal de vida.




Texto 6: Condições putrefatas de higiene atraem companhia indesejável nas trincheiras: piolhos – Batalhões de insetos perseguem recrutas – Ratos comedores de cadáveres enojam soldados de todos os lados

Dia inteiro e a noite estrelada

Por eles não posso descansar ou dormir,

Nem me esconder ou bater em retirada.
Então em minha agonia eu os massacrei

Até de vermelho minhas mãos banhar

Em vão – quanto mais rápido eu matava

Mais cruéis ainda eles conseguiam voltar.
Eu matei e matei, com loucura assassina,

Matei até esgotar toda a minha garra,

E eles se levantavam para me torturar

Porque diabos só morrem fazendo farra.
Antes eu achava que o demônio se escondia

No sorriso das damas e no vinho gostoso

Eu o chamava de Satã, de Belzebu

Mas agora o chamo de piolho asqueroso.


Texto 7: Eddie Rickenbacker “Ás dos Ases”, piloto americano.

Na noite do dia 10, discutíamos a missão do dia seguinte quando o telefone tocou. Uma voz quase histérica gritou a notícia em meus ouvidos: às 11 horas da manhã seguinte, a guerra acabaria. Nossa missão estava cancelada. Para nós, a guerra acabou naquele momento. Desliguei o telefone e olhei para meus pilotos. Todos perceberam a importância daquele telefonema. Silêncio total no recinto.
“A guerra acabou!”, gritei. Todos ficamos loucos. Berrando como malucos, corremos para pegar qualquer arma ou sinalizador para atirar para o alto!
Olhei para meu relógio. Um minuto para as 11 horas. Trinta segundos. E então 11 horas, a décima-primeira hora do décimo-primeiro dia do décimo-primeiro mês. Eu era a única platéia do maior espetáculo já apresentado na Terra. De ambos os lados da terra de ninguém, as trincheiras entraram em erupção. Homens com uniformes marrons irromperam das trincheiras americanas, uniformes cinza-esverdeados saíam das alemãs. Do meu assento de observador, acima, vi atirarem seus capacetes para o ar, abandonarem suas armas e acenarem para o outro lado. Então, de um lado a outro do front, os dois grupos de homens começaram a avançar na terra de ninguém. Segundos antes, eles estavam dispostos a atirar um nos outros; agora eles se aproximavam. Inicialmente, de forma hesitante, mas depois com mais rapidez. 
De repente, uniformes cinzas se misturavam aos marrons. Eu pude vê-los abraçando uns a outros, dançando, pulando. Americanos distribuíam cigarros e chocolate. Voei para o setor francês. Lá era tudo ainda mais incrível. Depois de quatro anos de carnificina e ódio, eles estavam não apenas se abraçando, mas também se beijando nas duas bochechas também.
Bombas, foguetes e sinalizadores subiam aos céus, e dei meia-volta rumo à base. A guerra havia acabado.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

9˚ano: Visões do Imperialismo: Texto Complementar


A Revolução Industrial trouxe uma nova realidade para a política e a economia mundial, ressurgiam as políticas de exploração colonial iniciadas pelos Estados Modernos no século XVI. No final do século XIX, dois terços do mundo estavam sob o controle das potências industrializadas europeias. Na alegoria abaixo, o escritor francês ironiza a situação:

“ Chegado a uma vasta praça, viu o pórtico de um palácio em estilo clássico. Enquanto, parado, ele o admirava com a cabeça tombada para trás, foi abordado por um homem de aparência modesta que lhe disse em pingüim:
- Vejo pelo seu traje que o senhor é da Pinguínia. Conheço a vossa língua sou interprete juramentado. Esse palácio é o Parlamento. Nesse instante, os deputados estão a deliberar. Gostaria de assistir à sessão?
Introduzidos em uma galeria, o doutor percorreu com os olhos a multidão de legisladores (...) O presidente levantou-se e balbuciou antes que articulou, em meio à desatenção geral, as Formulas seguintes, que o intérprete ia traduzindo para o doutor:
- Estando terminada a guerra pela abertura dos mercados mongóis a contento do Estado, proponho que as contas sejam submetidas à comissão de finanças...
- Nenhuma objeção?
- Proposta aprovada.
- Estando terminada a guerra pela abertura dos mercados Terceira Zelândia a contento do Estado, proponho que as contas sejam submetidas à comissão de finanças...
- Nenhuma objeção?
- Proposta aprovada
- Terei entendido bem? – perguntou o professor Obnubile. – O quê! Vós, uma nação industrial, engajada em todas essas guerras!
- Claro – respondeu o intérprete. – São guerras industriais. Os povos que não tem comércio nem indústrias não tem que fazer a guerra; mas um povo de negócios é obrigado a uma política de conquistas. O numero de nossas guerras aumenta necessariamente com a nossa atividade produtora. A partir do momento em que uma indústria não consegue escoar seus produtos, é preciso uma guerra que lhe abra novos mercados. Assim é que tivemos este ano uma guerra do carvão, uma guerra do cobre e uma guerra do algodão. Na Terceira Zelândia, exterminamos dois terços da população para obrigar os restantes a comprar guarda-chuvas e suspensórios.
Nesse instante, um homem corpulento que estivera sentado no centro da assembleia subiu à tribuna:
- Requeiro – disse ele – uma guerra contra o governo da República da Esmeralda que disputa insolentemente com os nossos porcos a hegemonia dos presuntos e salsichas em todos os mercados do mundo.
- Quem é aquele legislador? – perguntou o doutor Obnubile.
- É um negociante de porcos.
- Não há contestação? – perguntou o presidente? – Ponho a proposta em votação.
A guerra contra a República da Esmeralda foi votada com mãos levantadas por esmagadora maioria.
- Como? – disse Obnubile ao intérprete – Os senhores votam uma guerra com tanta rapidez e indiferença?
- Ora, é uma guerra sem importância, que não custará mais de oito milhões de dólares.
- E homens...”

Visões do imperialismo pelo escritor francês Anatole France no livro: A ilha dos Pinguins (1907) citação páginas 136-137



O Homem branco europeu do século XIX se concedeu a "missão" de civilizar a África e a Ásia, essa atitude levou à desarticulação das sociedades asiáticas e africanas e a submissão ao poder imperialista europeu, na foto ao lado, vemos um francês usufruindo do poder civilizador ocidental na Indonésia. 





1) Como Anatole France apresenta o imperialismo em seu texto?
2) Diferencie o colonialismo moderno e o neocolonialismo do século XIX.
2)Quais foram os interesses econômicos que provocaram a corrida colonial entre as potências europeias?
3) Quais argumentos político-culturais foram utilizados para defender o imperialismo?
4) Relacione o texto e a segunda imagem.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mostra de Projetos 2013: Renascimento

Olá pessoal,

Demorou, mas finalmente organizo a exposição das fotos do projeto de 2013 dos 7˚anos. Vale destacar todo o empenho dos alunos, em um projeto longo, que começou em março e só terminou em novembro, além, é claro, de todo o trabalho complementar - e lindo- realizado na sala de Artes com a professora Ciça. Parabéns a todos e que 2014 seja ainda melhor, repleto de novidades, criatividade e capricho!!! 

Vamos ao início de tudo… 
A Idade Média: Pesquisa, maquetes, apresentações: 




E as atividades seguem, o ano passa e as atividades se diversificam. Compreendemos a transição para o período moderno e… era hora de definirmos nossa rede: 
Rede pronta, iniciamos nossas atividades utilizando arte digital, para alguns um desafio, mas, sem dúvida, os resultados valeram muito a pena! Abaixo a Bia e a Duda viraram a Monalisa, o Gabriel e o Matheus Oliveira foram até Atenas, bater um papinho com os filósofos da Academia e eu pude estar na pele de uma obra do Leonardo da Vinci que amo: a Madonna Benois, embora, convenhamos, a testa foi uma coisa muito séria! As mulheres do Renascimento gostavam de retirar as sombrancelhas para alongar a testa, aff, eu não! Coloquei uma camada a mais de cabelos para deixar a minha "menos pior" e a Clarinha bebê virou o menino Jesus. Tudo amparado por pesquisas sobre os autores das obras, informações como para quem ela foi produzida, onde se encontra hoje, e claro, o melhor de tudo, as curiosidades...





Ok, Ok, nos divertimos muito nessa aula, rimos uns dos outros e tal…  Mas as atividades prosseguiram, em Artes vocês se aperfeiçoaram na perspectiva e na elaboração das tintas naturais e em História aprofundamos a pesquisa no gênio que melhor representa esse brilhante período histórico, Leonardo da Vinci. Pesquisamos, analisamos e novamente construímos as maquetes de seus inventos: 


Finalmente, novembro chegou e estávamos prontos para a nossa Mostra: 
Nossa linda sala, muito orgulho e emoção ao ver o trabalho de um ano todo tão harmoniosamente exposto. 



Releituras, maquetes, trabalhos em tela com tintas naturais e découpage e as pesquisas realizadas. 


O início de tudo, as pesquisas e atividades sobre a Idade Média



Atividades de Arte: Perspectiva e tintas Naturais

Presente final para as famílias: Cds com músicas renascentistas

Eu e minha companheira Ciça: mais um trabalho cumprido! 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Notícias do Egito Antigo: Cerveja

Ela é, para muitos, artigo essencial nas festas de final de ano: A CERVEJA. A mim, devo confessar, nunca me agradou, o sabor da fermentação e o cheiro… uhhh.
Para os egípcios a cerveja era muito importante, só para se ter ideia dessa importância existiam hieróglifos específicos para definir cerveja e o mestre cervejeiro: 
http://antigoegito.org/a-cerveja-no-antigo-egito/
 Essa semana ocorreu mais uma impressionante descoberta em terras faraônicas: um túmulo ricamente decorado de um mestre cervejeiro, o mural é esse da imagem abaixo:
Para quem desejar ler a matéria completa: http://www.publico.pt/cultura/noticia/tumulo-de-produtor-de-cerveja-descoberto-em-luxor-1618391
A cerveja era usada como bebida para acompanhar as refeições, ajudar na digestão, como remédio, ou mesmo como pagamento pelos trabalhos realizados. 
Devido a fermentação e aos ingredientes utilizados, em geral, a cerveja era feita no mesmo local que os pães, sendo apreciada tanto por camponeses e operários, quanto pelo próprio faraó, Ramsés III, por exemplo foi chamado de "faraó cervejeiro", tinha inúmeras cervejarias e doava aos templos muitas ânforas da bebida, chegando a incrível quantidade de 1.000.000 litros! http://www.cervejasdomundo.com/Na_antiguidade.htm
 A receita era simples: O grão de cevada (tipo de grão que origina a cerveja) era deixado no sol até que germinasse, depois o esmagavam-o para que se transformasse em malte. Esse malte era misturado à massa de pão e água, ambos eram fervidos, posteriormente coava-se essa mistura e se armazenava.  http://antigoegito.org/a-cerveja-no-antigo-egito/

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

3˚Trimestre: Recuperação Paralela 2013 Ensino Fundamental 2


Pessoal,

É hora de estudar muuuito e garantir bons resultados em nossa avaliação de recuperação! Lembrem-se, utilizem os mapas conceituais  no caderno, reveja atividades e exercícios e anote suas dúvidas!
Os exercícios abaixo são para entregar no dia de nossa aula de recuperação (vide circular). Caprichem!

6˚s anos:


Apostila 4: Capítulo 15: Grécia: uma civilização que marcou a História:
·     1)  Localização da antiga civilização grega;
·     2) O que eram as pólis?
·     3)  O que significava política?
·     4)  Qual o sentido da palavra cidadania na Grécia Antiga?
·     5)  A acrópolis era a cidade alta. Por que conquista-la significava conquistar toda a pólis?
·    6) O que é oligarquia? De que forma a oligarquia funcionava nas pólis gregas?
     7) Observe o esquema abaixo: 
Estabeleça uma semelhança e uma diferença entre a democracia ateniense e a oligarquia espartana. (1.0)

·   9) Quais as formas de uma pessoa tornar-se escravo na Grécia Antiga?
·
        Capítulo 16: Esparta e Atenas: duas experiências
·    10) As duas principais pólis gregas eram Atenas e Esparta. Construa uma tabela comparativa em relação às duas cidades, leve em conta: sistema político, economia, sociedade. 

       Capítulo 17: A Cultura na Grécia
·      11) Quais os principais aspectos da cultura grega ( Cite e explique no mínimo 3)
·      12) Quais as heranças culturais gregas encontradas em nossa sociedade?
Capítulo 18: Uma viagem a Roma Antiga

       13) Como Roma evolui de aldeia para cidade Estado? 
      14) Como era composta a sociedade romana? Explique a importância de cada um dos estamentos da pirâmide que representa a sociedade. 

Leia o texto e faça o que se pede:

O Crescimento da Plebe

     “ Na vida social, a principal novidade foi o crescimento da plebe. Aos poucos, o número desses cidadãos, que não pertenciam à nobreza nem aos clientes, aumentou provavelmente como consequência de três fatores: Primeiramente, a importância comercial de Roma atraía pessoas de todas as partes da Itália. (...) O governo necessitava de artesãos para a confecção de armas e convocou para isso bons carpinteiros e ferreiros à cidade. (...) E, finalmente, à medida que partes do Lácio iam sendo anexadas pela conquista (...), os pequenos proprietários, dependentes dos patrícios, frequentemente se tornavam camponeses livres.”
                                                                                                                                                   ROSTOVTZEFF, M. História de Roma. Rio de Janeiro: Zahar, 1973. P. 35
a) O texto se refere a que período da História de Roma? Justifique sua resposta. (0.25)


b) Quais os 3 fatores que o autor utiliza para explicar o crescimento da população romana? (1.0)
_

c) Diferencie:
*Plebeus e Clientes; 

*Plebeus e escravos.
         15) Explique o fim da monarquia romana no ano 509 a.C. 
         16) Explique a importância dos patrícios na sociedade romana e seu interesse em uma república. 

       Capítulo 19: A República Romana
        21) Explique a importância do Senado para a cidade de Roma. 
        22) Explique o significado da palavra República e relacione ao governo de Roma. 
    23) Analise atentamente a página 120, atenção para os cargos e magistrados que cuidavam da administração da República.
        24) Relacione o processo de expansão romano e o poder do exército. 
        25) Como os plebeus garantiram seus direitos políticos? 
        26) Descreva o processo de expansão romana. 
        27) Como os romanos foram influenciados pelos povos conquistados? 
   
    7˚s anos:


Capítulos 16 e 17: O Encontro entre culturas: Perdas e Ganhos

1) Como os portugueses se comportaram a medida que entraram em contato com os africanos do norte do continente?
2) Os Espanhóis na América: Descreva 3 exemplos de atitudes etnocêntricas dos espanhóis em relação às civilizações pré-colombianas: Use as informações da página 119.
3) Como explicar o acolhimento que os espanhóis receberam por parte dos nativos? (Observe atentamente a imagem da página 112 e releia a página 111 para melhor argumentação.
4) Portugueses no Brasil: Releia a descrição de Américo Vespúcio da página 113. Liste as descrições etnocêntricas feitas por ele.
5) Justifique o título do capítulo: O encontro entre culturas: perdas e ganhos.
6) Como explicar a vitória dos europeus em relação à população ameríndia?

Capítulo 18: A Chegada dos portugueses

7) Descreva as principais atividades econômicas realizadas por Portugal no Brasil.
8) Por que o território brasileiro não interessou os europeus durante os primeiros 30 anos da colonização? Explique.
9) O que foram e quais os objetivos das Capitanias Hereditárias?
10) O que foi o Governo-Geral? Qual era seu objetivo?
11) Os jesuítas chegaram ao Brasil junto às primeiras missões de colonizadores europeus. Qual o objetivo da Companhia de Jesus? Explique brevemente.

Capítulo 19 e 20: O Açúcar: um produto Raro e rentável + Sociedade açucareira:

12) Por que o açúcar era tão valorizado na Europa?
13) Descreva a organização de um engenho.
14) Quais as situações de trabalho no Engenho? Relacione-as a expressão criada por Antonil: "Doce Inferno.
15) Explique as razões que levaram o negro africano a ser escolhido como mão de obra escrava no Brasil colonial.

Os vídeos abaixo servirão para fazer uma revisão rápida:




8˚s anos: 

Capítulo 13: Apostila 3: A Revolução Industrial


1) Quais fatores levaram a Inglaterra a ser o primeiro país a se industrializar? 
2) Descreva a estrutura das primeiras fábricas;
3) Quais eram as condições de vida e trabalho dos operários durante a primeira Revolução industrial? 
4) Quais as inovações tecnológicas e sociais da I Revolução Industrial?
5) Explique a ideia apresentada por E. Hobsbawn:

“ Na década de 1860, uma nova palavra entrou no vocabulário econômico e político do mundo: “capitalismo”. O triunfo global do capitalismo foi o triunfo de uma sociedade que acreditou que o crescimento econômico repousava na competição da livre iniciativa privada, no sucesso de comprar tudo mais barato (inclusive o trabalho) e vender mais caro” 
Através de que fatores e condições especiais se pode explicar o fato de a Inglaterra ter sido o primeiro país a desenvolver a Revolução Industrial? 
6) Observe a imagem abaixo, utilizando suas palavras, explique o que foi o movimento ludista e os fatos que o levaram a ocorrer



Capítulo 14: A II Revolução Industrial

6) Descreva o processo de mundialização da Revolução: outros países se industrializam.
7) Quais as inovações da terceira revolução industrial?
8) Defina:
a) socialismo;
b) anarquismo

Capítulo 15: O imperialismo: 
9) O que foi o imperialismo?
10) Locais onde ocorreu.
11) Explique o que foi a Conferência de Berlim.
12) Pesquise, busque na internet, uma charge que represente a Conferência de Berlim, não se esqueça de explica-la. 
13) Descreva o processo de ocupação territorial e exploração econômica e social estabelecidas a partir do imperialismo.
14) Quais os resultados do imperialismo?

Capítulo 16: Economia e Política no 2˚ Reinado
15) Descreva a importância econômica do café no II Reinado;
16) Explique o processo de expansão das lavouras cafeeiras do Vale do Paraíba para o Oeste Paulista.
17) Relacione: Café/Ferrovias;
18) Café/Industrialização;
19) Barão de Mauá/Surto industrial.

9˚ano: 

Apostila 3: Capítulo 13: Os Anos de Chumbo + Capítulo 14: A Contracultura 
1) Descreva o processo que levou ao golpe militar de 1964. 
2) Leia o fragmento e faça o que se pede:

 “Na presidência da República, em regime que atribui ampla autoridade e poder pessoal ao chefe de governo, o Sr. João Goulart constituir-se-á, sem dúvida alguma, no mais evidente incentivo a todos aqueles que desejam ver o país mergulhado no caos, na anarquia, na luta civil.”
 Manifesto dos Ministros Militares à Nação, em 29 de agosto de 1961. Esse Manifesto revela que os militares:
a) Qual a ideia apresentada pelo fragmento em relação ao golpe militar? Explique. 
b) Relacione o fragmento acima à Marcha da Família Com Deus pela Liberdade
3) Por que é possível afirmar que este período histórico representa um recuo da cidadania? 
4) quanto ao AI 5, responda: 
a) O que foi?
b) Quais suas definições?
c) Por que pode ser considerado o mais arbitrário dos Atos Institucionais?

5) Observe a charge, leia o texto e faça o que se pede:

a) Para boa parte da população brasileira da época, como soava o comentário do presidente da República? Por quê?
b) O que a caricatura de Henfil nos faz pensar sobre a televisão durante a Ditadura Militar? Explique. 
6) Explique em que consistia o chamado Milagre Econômico.
7) Relacione o assassinato do jornalista Vladimir Herzog ao desgaste do regime.
8) Escolha uma música produzida pela contracultura durante o período da Ditadura Militar. Analise sua letra levando em conta os aspectos do regime trabalhados. 

Capítulo 15: A Redemocratização:

9) Relacione o movimento das Diretas Já ao processo de redemocratização. 
10) Descreva o processo de elaboração da Constituição de 1988.
11) Relacione a charge de Henfil ao processo de elaboração da Constituinte de 1988
12) Descreva o processo de eleição Diretas em 1989.
13) Explique as causas e as consequências do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. 
14) Descreva os pontos positivos e negativos do 1˚ mandato do presidente FHC.
15) Por que é possível afirmar que o segundo mandato do presidente FHC foi um período de crises e dificuldades econômicas?
16) Explique as rupturas e permanências do governo Lula em relação ao seu antecessor, FHC.