Aqui só tem História

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

6˚ano: exercícios - Pré-História Americana, Povoadores da América e Os Incas

Pré-História Americana


1. Analise o mapa e escreva o nome dos respectivos continentes pelos quais o homem se instalou.

2. Como é possível explicar a existência de grupos humanos em todos os continentes do mundo?

3. Explique as duas diferentes teorias para o povoamento da América levando em conta os seguintes aspectos:

a) Nome da teoria;
b) De onde vieram e como vieram? Descreva o percurso.
c) Onde se instalaram?
d) Quais os vestígios que comprovam essa teoria?

Povoadores do atual território brasileiro

4. Cite e caracterize os 3 principais povos responsáveis pelo povoamento do território brasileiro.
5. Descreva o que ocorreu com a população indígena após o contato com os europeus colonizadores.
6. O que é etnocentrismo? Relacione-o ao contato entre índios e europeus.

Povos Americanos: Os Incas

7. Qual a localização do antigo Império Inca?
8. Por que podemos usar palavras como império e civilização para definir esse povo?
9. Explique o que eram e a importância dos ayllus.
10. Explique como funcionava a reciprocidade e sua importância para manter a paz no império.
11. Como o inca garantia o controle sobre o império? Explique.
12.  Por que podemos afirmar que a política Inca era teocrática?
13. Dê exemplos da engenhosidade e criatividade do povo inca (mínimo 2). 


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os bárbaros - construção da imagem do "outro"

Habilidades:


  • (EF06HI14) Identificar e analisar diferentes formas de contato, adaptação ou exclusão entre populações em diferentes tempos e espaços.
  • (EF06HI18) Analisar o papel da religião cristã na cultura e nos modos de organização social no período medieval.

  François Hartog, historiador francês, dedicou um de seus trabalhos à compreensão do "outro" pelo inimigo. Ele analisa a forma de compreender o mundo que os gregos tinham, especificamente a de Heródoto, historiador de Halicarnasso e estudou como os gregos se portavam diante da alteridade dos povos vizinhos (os citas, os egípcios, os fenícios, os persas etc.), buscado entender como, na época clássica, os gregos falavam de si próprios e dos outros, os não gregos. 
        Heródoto escreveu fartamente sobre as Guerras Médicas (o longo conflito entre persas e os gregos). Em seu texto, escrito há mais de 2 mil anos, Heródoto se ocupou da representação dos persas para seus leitores gregos: caracterizou-os como inimigos terríveis. Para os atenienses e espartanos, eram selvagens, criaturas além da humanidade, bárbaros. Apesar de dignos de admiração por algumas das qualidades, os persas não eram contemplados como seres "iguais" pelo historiador grego.
      Vemos tratamento muito similar quando lemos o texto de Tácito, historiador grego, a respeito dos povos germânicos. No complexo jogo da representação do "outro", daquele que não sou eu, é recorrente a projeção daquilo que é nossa visão da bestialidade, nossa visão de monstruosidade atribuída ao outro. 
       Pensando nisso, é possível dizer que, apesar das inúmeras diferenças entre aqueles que são considerados povos bárbaros, criou-se a representação do bárbaro na cultura ocidental como aquele que é inferior culturalmente. Isso não ocorreu por acaso, a maior parte das informações que temos sobre os "bárbaros" nos chegou por meio de relatos romanos (seus rivais, em muitos aspectos) Vikings, celtas, povos germânicos são normalmente associados à violência e ao espírito guerreiro. 
 
FERREIRA, João Paulo Hidalgo. “Nova História integrada”: Ensino Médio: Volume Único: manual do professor / João Paulo Hidalgo Ferreira, Luiz Estavam de Oliveira Fernandes. – Campinas, SP: Companhia da Escola, 2005. Adaptado. 


Exercícios


1. As imagens a seguir representam povos bárbaros. Analise-as. 

a. Como os bárbaros são representados? 
b. Apresente 2 argumentos oferecido pelo texto e relacione as imagens à construção da  imagem do outro, os "bárbaros". 


"Hagar, o Horrível", personagem criado em uma tira em quadrinhos criada por Dick Browne em 1973.



Cena do filme Asterix e Obelix contra César, de 1999, baseado nas HQs criadas em 1959, na França, por Albert Uderzo e René Goscinny.

2. Analise o mapa: 


A iluminura medieval que representa o momento da coroação de Carlos Magno, rei dos francos, no Natal do ano 800, em Roma, pelo Papa Leão III. 


Leve em conta as informações do mapa e da iluminura e explique a relação entre os francos e a Igreja Católica. 

Gabarito


1 a. Os bárbaros são representados como "horrível", adjetivo de Hagar, guerreiros implacáveis, espada de Hagar, de Átila, o Huno. Barbudos, cabeludos, em oposição aos cabelos e barbas aparadas dos romanos - sinônimo de higiene e boa aparência. Na representação de Asterix e Obelix, novamente vemos os cabelos e barbas longas, além do ataque desordenado dos guerreiros. 

b. Apresente 2 argumentos oferecido pelo texto e relacione as imagens à construção da  imagem do outro, os "bárbaros", associados à violência e ao espírito guerreiro, tal como representados pelas imagens. 


2. Carlos Magno, rei dos Francos (768 – 814), foi coroado pelo Papa no Natal do ano 800 d. C., em Roma. Em seu governo, o Reino dos Francos atingiu toda a extensão da Europa central. A aliança com a Igreja Católica foi uma tentativa de reviver o Império Romano do Ocidente - em aspectos militares, administrativos e religiosos, o que, em muitos aspectos, consolidou o cristianismo entre os reinos bárbaros. 

domingo, 4 de maio de 2014

9˚ano: Crise de 1929 - Sugestão de atividade

(EF09HI12) Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia global.
• Identificar os fundamentos macroeconômicos, políticos e sociais que orientam as crises cíclicas do capitalismo em diferentes contextos histórico-geográficos.


As fotografias que se seguem foram produzidas em 1936 pela fotografa Dorothea Lange, a serviço do governo norte-americano com o título “Mãe Migrante”. Trata-se de uma série de fotografias de Florence Owens Thompson, de 32 anos e seus filhos, no início de de 1936, em Nipomo, na Califórnia.


Florence Thompson informou a fotógrafa que seu marido havia falecido no ano anterior. O casal teve sete filhos, os mais velhos tinham deixado o acampamento para ir à cidade mais próxima tentar conseguir empregos e, naquele inverno, tinham sobrevivido de vegetais congelados e dos pássaros que os filhos matavam nos arredores do acampamento. 


          1. Explique como o título possibilita a compreender da cena. 
 2. Descreva o ambiente, para isso, identifique e descreva personagens (expressões, posições, vestimentas), objetos e as ações representadas. 
          
           Relação com o contexto histórico: 
3. Pesquise quem foi a fotógrafa Dorothea Lange e como seu trabalho foi significativo para compreender a crise de 1929. 


Lem
As

quinta-feira, 20 de março de 2014

Roteiro de Estudos: Avaliações Trimestrais

6˚ano: 

              


Capítulo 1: Saber levantar hipóteses a partir de textos e informações levantadas;
Capítulo 2: - Conhecer os diferentes vestígios materiais utilizados pelo arqueólogo em suas pesquisas,
1) Como é o trabalho do arqueólogo ?
2) Por que, a partir das pesquisas arqueológicas, o conhecimento do passado pode mudar?
3) O que são considerados vestígios materiais? 

Capítulo 3: - O trabalho do historiador;
4) O que são e quais os tipos de fontes históricas?
5) Como o historiador constrói o relato histórico? 

Capítulo 4: Viajando pela Pré-História: a origem do homem;
6) Como o mito e a religião explicam a origem do homem?
7) Explique como ocorreu o  processo de hominização. (Já realizamos essa atividade no caderno, você pode reescrever ou utilizar o texto que já produziu)
8)TR página 119: Cite as diferenças entre o homo e o australopithecus (Transcreva as informações para o caderno)

Capítulo 5: O modo de vida dos primeiros grupos humanos:
9) Explique como descoberta do fogo e a colaborou para melhoria no modo de vida do homem pré-histórico; (exercício já realizado no caderno: mesmo caso do anterior)
10) Explique o que significa e a que período da pré-história correspondem os conceitos abaixo; 
a) nômade; 
b) sedentário; 
11) Explique como a descoberta da agricultura no período neolítico melhorou/facilitou a vida humana;
12) Caracterize os períodos da pré-história: paleolítico, neolítico e Idade dos Metais (utilize o caderno, no meu mapa conceitual já organizei essas informações !)



7˚ano: 
Capítulo 2: Os Romanos e os Bárbaros: 

1) Quem eram os chamados povos bárbaros?
2) Explique as razões da Queda do Império Romano do Ocidente;
3) Diferencie a cultura bárbara da cultura romana;
4) O feudalismo, que marcou a Europa Ocidental durante a Idade Média, resultou duas heranças distintas, a romana e a germânica. Explique cada uma delas.

Capítulo 3: Árabes:uma civilização, um profeta, uma nova religião:

5. Diferencie o sistema econômico islâmico e o medieval.
6. Estabeleça 1 semelhança entre o islamismo e o cristianismo.
7. Cite três obrigações estabelecidas por Maomé aos muçulmanos.
8. Cite e explique as causas e as consequências da expansão islâmica.
9. Relacione a expansão islâmica ao fechamento da Europa.  

Capítulos 4 e 5: O Feudalismo e a Sociedade Medieval: 
10. O feudo era a principal unidade de produção da Idade Média.
a) Como se dividia o feudo?
b) Explique a função de cada uma das partes do feudo.
c) O que significa dizer que a economia do feudo era autossuficiente? Explique.

11) A "corveia" e a "talha" estavam entre as "exigências econômicas" dos senhores em relação ao servos. Esclareça no que consistiam.
12) O que diferencia a servidão da vassalagem?
13) Descreva a vida de cada uma das classes sociais da Idade Média. Por que essa sociedade poderia ser chamada de estamental?
14) Estabeleça a importância da Igreja católica para a manutenção da ordem social na Idade Média.




quarta-feira, 19 de março de 2014

1˚ano: Antiguidade Oriental e Grécia: slides e exercícios

Oi gente;

Segue a organização do material de aula sobre a Antiguidade Oriental. Os slides da Mesopotâmia precisam de um up, foram aqueles que eu usei em sala, mas agora não vai dar tempo.
Também estão aqui nossa última temática; Fenícios, hebreus e Persas, além dos exercícios, que devem ser entregues em folha separada.
Grécia logo abaixo, mas usei o arquivo resumido, feito para o 3˚ano, pois o de vocês tem mais imagens e... é muito mais estado. Quem quiser o material completo me procure com o pendrive!
Estudem muito e estejam atentos ao aprofundamento com muita qualidade : )









quarta-feira, 12 de março de 2014

3˚ano: exercícios para entregar no dia da prova: 18/03

Pessoal,

O material abaixo trabalha com interpretação/relação de informações e análise de textos sobre o tema que estamos trabalhando e será conteúdo de nossa P2. São 6 exercícios ao todo, façam e entreguem no dia da avaliação. Aproveitem para complementar o estudo!



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

9˚ano: Diários da Primeira Guerra Mundial

Sempre adorei os relatos produzidos por aqueles que vivenciaram os conflitos, é tão real, tão cheio de emoções... Faz tudo parecer mais vivo, como se tivesse acabado de acontecer. A I Guerra Mundial foi chamada de Grande Guerra não a toa, foi um conflito sem precedentes, não somente pelos 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos, mas pelas dimensões que assumiu na vida daqueles que foram obrigados a passar por ela e nas feridas profundas que deixou sem cicatrizar.
   Há alguns anos li o livro Vozes Roubadas, diários de guerra, organizado por Zlata Filipovic e Melanie Challenger. Como não me emocionar com os relatos da jovem Piete Kuhr, sua ingenuidade e olhar singular sobre os acontecimentos que castigavam sua Alemanha? Sempre tento dividir essas emoções com vocês, meus alunos, meus ouvintes...


      Lembrem-se: Utilizem a formação dos grupos das aulas de Pensar Crítico, colaborem uns com os outros e caprichem! 
    Verifiquem também o site da Veja na História, não só as edições sobre a I Guerra Mundial, mas também muito outros temas super interessantes.
http://veja.abril.com.br/historia/
    Fica também a dica de ótimos filmes como o romance francês: Eterno Amor http://www.adorocinema.com/filmes/eterno-amor/  Feliz Natal: http://www.adorocinema.com/filmes/feliz-natal/


      Vamos lá? Munam-se de seus sentimentos dramáticos e mergulhem nessas fascinantes histórias!

Texto 1, 1914: “Queria tanto ir com eles ! Não quero ficar para trás e ser criança ! Tenho tanta pena dos soldados e dos cavalos” – Piete Kuhr, 06/08/1914 

      Hoje é dia 1˚ de agosto de 1914. Faz muito calor. Faz muito calor. Começaram a colher o centeio no dia 25 de julho, já está quase branco. Quando passei por um campo esta noite, colhi três ramos e fixei-os sobre a minha cama com uma tachinha. 
      A partir de hoje a Alemanha está em guerra. Minha mãe me aconselhou a escrever um diário sobre a guerra; ela acha que poderá me interessar quando eu for mais velha (...)
   Foram os sérvios que começaram. No dia 28 de julho, eles receberam o príncipe herdeiro Francisco Ferdinando e sua esposa Sophie. O casal real estava passeando de carro pela cidade de Sarajevo, e enquanto o carro passava, com eles acenando, houve uma emboscada e tiros foram disparados. Ninguém sabe quem foi o autor. O jornal diz que toda a Áustria Hungria está num alvoroço indescritível. Em Viena um ultimato foi redigido e enviado à Sérvia, mas os sérvios o rejeitaram. Todos dizem que os sérvios desejam a guerra para poderem manter seu estado de independência e que a Rússia irá apoiá-los. (...) 
      Áustria-Hungria, Alemanha, Sérvia, Rússia e França mobilizaram seus exércitos. Não fazemos ideia de como será a guerra. Há bandeiras em todas as casas da cidade, como se estivéssemos em época de algum festival (...) 
Piete Kuhr

Bibliografia: FILIPOVIC, Zlata; Challenger, Melanie (org). Vozes roubadas: diários de guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Texto 2, Diário do ten. Galtier-Boissière, na frente ocidental em 22 de agosto de 1914. 22 de agosto de 1914

“De repente, uns silvos estridentes nos precipitaram ao chão, apavorados. A rajada acaba de estalar sobre nós Os homens, de joelhos, encolhidos, com a mochila sobre a cabeça e encurvando as costas, se apegavam uns aos outros. Por baixo da mochila dou uma espiada nos meus vizinhos: arquejantes, sacudidos por tremores nervosos e com a boca contraída numa contração terrível, batiam os dentes e, com a cabeça abaixada, tem o aspecto de condenados oferecendo a cabeça aos carrascos. Esta espera da morte é terrível. O cabo, que havia perdido seu capacete, me diz: rapaz, se soubesse que isso era a guerra e que vai ser assim todos os dias, prefiro que me matem logo. (…) Na sua alegre inconsciência, a maioria dos meus camaradas não havia jamais refletido sobre os horrores da guerra e não viam a batalha senão pelas cores patrióticas: desde nossa saída de Paris, o Boletim do Exército nos conservava na inocente ilusão da guerra ser um passeio e todos acreditavam na história dos boches se renderem aos magotes. (…) A explosão daquele instante, sacudiu nosso sistema nervoso, que não esperava por isso, e nos fez compreender que a luta que começava seria uma prova terrível. Escute meu tenente, parece que se defendem estes porcos!”


Texto 3: Martin Gilbert. A Primeira Guerra Mundial. 

Na frente Ocidental, as condições de guerras finais em 1915 eram aterrorizadoras (…). Durante o Mês de Novembro a chuva foi tão intensa que muitas trincheiras tinham água até os joelhos e por vezes até a cintura. Houve um episódio nesse mesmo inverno que foi falado em toda frente Ocidental. Sobre um parapeito alemão narrou um homem chamado Gibbs (correspondente na linha de frente):  
   ‘’Apareceu um cartaz onde se lia; em grandes letras: ‘’Os ingleses são idiotas. Não somos tão idiotas quanto eles’’, disse ao sargento, e pouco depois o cartaz foi feito em pedaços com fogos de metralhadoras. Apareceu outro cartaz, que dizia: ‘’Os Franceses são idiotas’’. A lealdade para os nossos aliados causou a destruição desse cartaz. Surgiu um terceiro cartaz: ‘’Somos todos idiotas. Vamos, mas é para casa”. Esse cartaz, assim como os outros também foi destruído. Mas essa mensagem causou alguns sorrisos, e os homens diziam: “Há muito de verdade naquelas palavras.” Porque é que isto tem que continuar? È por causa do que?”. Os velhos que começaram essa guerra que venham lutar entre eles. /…/ Os homens que estão à lutar não tem nenhuma questão séria entre eles. Queremos ir todos para as nossas casas, para nossas mulheres, para o nosso trabalho. Mas nenhum dos lados estava preparado para ser o primeiro para ir à suas casas. Ambos os lados tinham caído numa armadilha- uma armadilha infernal, na qual não tinha escapatórias.
Texto 4, Madrugada de 22 de abril de 1915. Comandada pelos britânicos, a frota da Tríplice Entente prepara-se para iniciar a operação anfíbia que almeja a tomada do estreito de Dardanelos, passo primeiro da conquista da Turquia. Os botes que levam os soldados às praias estão partindo. Eric Bush, guarda-marinha de um dos barcos-escolta do HMS Bacchante, descreve a cena.

      Almofadados para evitar qualquer barulho, os remos são baixados cuidadosamente nos botes. Alguns soldados ajustam o equipamento, outros apertam a fivela do capacete ou ainda azeitam seus rifles. Porém... As cornetas em terra firme dão o alarme. Fomos avistados! As luzes se acendem. O inimigo abre fogo. Começa a chuva de balas. Está escuro o suficiente para vermos o espocar dos rifles e metralhadoras e claro o suficiente para reconhecermos os otomanos se movimentando em terra.

    Não há cobertura para nossos soldados. Diversos são atingidos antes de chegarmos ao continente. Vejo alguns deles tombarem nos botes lotados, tão logo levantam para sair, alvejados pelos projéteis inimigos. Graças a Deus, restam apenas mais algumas jardas. Assim que os barcos atracam, eles pulam. Em alguns casos, a terra firme está mais longe do que imaginam, e os soldados precisam arrastar-se para a margem com água na cintura. Os menos preparados afundam com seu equipamento pesado. Mas a maioria chega em segurança, joga-se na areia e, de trás de suas mochilas, começa a atirar.

   O major Shaw, da 29º Divisão britânica, uma das mais experientes de toda a operação e que estava encarregada de tomar as praias do cabo Helles, está em uma dessas embarcações.

A cerca de cem jardas da praia, o inimigo abriu fogo, e o chumbo veio quente, espirrando água por todos os lados. Eu não vi ninguém ser atingido nos botes – mas muitos foram, como meus contramestre-sargento e major-sargento, que estavam sentados a meu lado. Estávamos tão apertados, próximos uns aos outros, que não era possível se mover. Eles ficaram ali, sentados, mortos.

Quando o senti o barco tocar em terra, corri em direção ao arame farpado na praia, locomovendo-me pela água que devia estar ainda a um metro de altura. Descobri que apenas Munsell e outros dois homens haviam me seguido. À direita de mim, em um rochedo, havia uma fileira de otomanos em uma trincheira, atirando em nossa direção. Olhei para trás. Uma fila de soldados encontrava-se disposta nas bordas da areia. O mar estava absolutamente vermelho, e era possível ouvir os gemidos em meio ao ruído da fuzilaria. Havia alguns poucos dos nossos atirando de volta. Eu os chamei para avançar. O soldado atrás de mim, porém, gritou: "Fui atingido no peito." Percebi então que todos haviam sido atingidos.

Texto 5: O suboficial Johnson, da divisão naval britânica, chegou com segurança à praia e posicionou-se em um pequeno buraco próximo à trincheira.

Por quase uma hora, as enormes armas não pararam de cuspir projéteis, enquanto nos afundávamos nos buracos das trincheiras. Era bom quando dois caras podiam ficar juntos em um desses buracos – significava companhia. As pernas e os pés ficam para fora, mas as costas e a cabeça estão protegidas por talvez cinquenta, sessenta centímetros de terra, que qualquer cápsula ordinária pode destruir em um centésimo de segundo. É melhor nem pensar nisso. Acendemos um cigarro e ficamos olhando um para a cara do outro. É melhor esperar. Tudo que você vê é o lado oposto da trincheira de areia, que você encara com um olhar vago e distante. Os projéteis gritam alto e com frequência, e você ouve os rangidos, os berros e as explosões misturados. O chão abaixo e em seu entorno está tremendo e chacoalhando.

A fumaça entra no buraco e eu e meu companheiro começamos a tossir. Metade da areia que estava na superfície nos protegendo agora está em nosso pescoço e dentro de nossa calça. Nos perguntamos se um dia esse bombardeio irá parar... Mas de repente, os barulhos cessam e o ar fica claro. Percebemos que, ao menos por enquanto, o bombardeio parou. Depois de esperarmos mais alguns minutos, para ter certeza, saímos do buraco, em direção às trincheiras. Olhamos por sobre ela e tudo que vemos é um horizonte sem sinal de vida.




Texto 6: Condições putrefatas de higiene atraem companhia indesejável nas trincheiras: piolhos – Batalhões de insetos perseguem recrutas – Ratos comedores de cadáveres enojam soldados de todos os lados

Dia inteiro e a noite estrelada

Por eles não posso descansar ou dormir,

Nem me esconder ou bater em retirada.
Então em minha agonia eu os massacrei

Até de vermelho minhas mãos banhar

Em vão – quanto mais rápido eu matava

Mais cruéis ainda eles conseguiam voltar.
Eu matei e matei, com loucura assassina,

Matei até esgotar toda a minha garra,

E eles se levantavam para me torturar

Porque diabos só morrem fazendo farra.
Antes eu achava que o demônio se escondia

No sorriso das damas e no vinho gostoso

Eu o chamava de Satã, de Belzebu

Mas agora o chamo de piolho asqueroso.


Texto 7: Eddie Rickenbacker “Ás dos Ases”, piloto americano.

Na noite do dia 10, discutíamos a missão do dia seguinte quando o telefone tocou. Uma voz quase histérica gritou a notícia em meus ouvidos: às 11 horas da manhã seguinte, a guerra acabaria. Nossa missão estava cancelada. Para nós, a guerra acabou naquele momento. Desliguei o telefone e olhei para meus pilotos. Todos perceberam a importância daquele telefonema. Silêncio total no recinto.
“A guerra acabou!”, gritei. Todos ficamos loucos. Berrando como malucos, corremos para pegar qualquer arma ou sinalizador para atirar para o alto!
Olhei para meu relógio. Um minuto para as 11 horas. Trinta segundos. E então 11 horas, a décima-primeira hora do décimo-primeiro dia do décimo-primeiro mês. Eu era a única platéia do maior espetáculo já apresentado na Terra. De ambos os lados da terra de ninguém, as trincheiras entraram em erupção. Homens com uniformes marrons irromperam das trincheiras americanas, uniformes cinza-esverdeados saíam das alemãs. Do meu assento de observador, acima, vi atirarem seus capacetes para o ar, abandonarem suas armas e acenarem para o outro lado. Então, de um lado a outro do front, os dois grupos de homens começaram a avançar na terra de ninguém. Segundos antes, eles estavam dispostos a atirar um nos outros; agora eles se aproximavam. Inicialmente, de forma hesitante, mas depois com mais rapidez. 
De repente, uniformes cinzas se misturavam aos marrons. Eu pude vê-los abraçando uns a outros, dançando, pulando. Americanos distribuíam cigarros e chocolate. Voei para o setor francês. Lá era tudo ainda mais incrível. Depois de quatro anos de carnificina e ódio, eles estavam não apenas se abraçando, mas também se beijando nas duas bochechas também.
Bombas, foguetes e sinalizadores subiam aos céus, e dei meia-volta rumo à base. A guerra havia acabado.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

9˚ano: Visões do Imperialismo: Texto Complementar


A Revolução Industrial trouxe uma nova realidade para a política e a economia mundial, ressurgiam as políticas de exploração colonial iniciadas pelos Estados Modernos no século XVI. No final do século XIX, dois terços do mundo estavam sob o controle das potências industrializadas europeias. Na alegoria abaixo, o escritor francês ironiza a situação:

“ Chegado a uma vasta praça, viu o pórtico de um palácio em estilo clássico. Enquanto, parado, ele o admirava com a cabeça tombada para trás, foi abordado por um homem de aparência modesta que lhe disse em pingüim:
- Vejo pelo seu traje que o senhor é da Pinguínia. Conheço a vossa língua sou interprete juramentado. Esse palácio é o Parlamento. Nesse instante, os deputados estão a deliberar. Gostaria de assistir à sessão?
Introduzidos em uma galeria, o doutor percorreu com os olhos a multidão de legisladores (...) O presidente levantou-se e balbuciou antes que articulou, em meio à desatenção geral, as Formulas seguintes, que o intérprete ia traduzindo para o doutor:
- Estando terminada a guerra pela abertura dos mercados mongóis a contento do Estado, proponho que as contas sejam submetidas à comissão de finanças...
- Nenhuma objeção?
- Proposta aprovada.
- Estando terminada a guerra pela abertura dos mercados Terceira Zelândia a contento do Estado, proponho que as contas sejam submetidas à comissão de finanças...
- Nenhuma objeção?
- Proposta aprovada
- Terei entendido bem? – perguntou o professor Obnubile. – O quê! Vós, uma nação industrial, engajada em todas essas guerras!
- Claro – respondeu o intérprete. – São guerras industriais. Os povos que não tem comércio nem indústrias não tem que fazer a guerra; mas um povo de negócios é obrigado a uma política de conquistas. O numero de nossas guerras aumenta necessariamente com a nossa atividade produtora. A partir do momento em que uma indústria não consegue escoar seus produtos, é preciso uma guerra que lhe abra novos mercados. Assim é que tivemos este ano uma guerra do carvão, uma guerra do cobre e uma guerra do algodão. Na Terceira Zelândia, exterminamos dois terços da população para obrigar os restantes a comprar guarda-chuvas e suspensórios.
Nesse instante, um homem corpulento que estivera sentado no centro da assembleia subiu à tribuna:
- Requeiro – disse ele – uma guerra contra o governo da República da Esmeralda que disputa insolentemente com os nossos porcos a hegemonia dos presuntos e salsichas em todos os mercados do mundo.
- Quem é aquele legislador? – perguntou o doutor Obnubile.
- É um negociante de porcos.
- Não há contestação? – perguntou o presidente? – Ponho a proposta em votação.
A guerra contra a República da Esmeralda foi votada com mãos levantadas por esmagadora maioria.
- Como? – disse Obnubile ao intérprete – Os senhores votam uma guerra com tanta rapidez e indiferença?
- Ora, é uma guerra sem importância, que não custará mais de oito milhões de dólares.
- E homens...”

Visões do imperialismo pelo escritor francês Anatole France no livro: A ilha dos Pinguins (1907) citação páginas 136-137



O Homem branco europeu do século XIX se concedeu a "missão" de civilizar a África e a Ásia, essa atitude levou à desarticulação das sociedades asiáticas e africanas e a submissão ao poder imperialista europeu, na foto ao lado, vemos um francês usufruindo do poder civilizador ocidental na Indonésia. 





1) Como Anatole France apresenta o imperialismo em seu texto?
2) Diferencie o colonialismo moderno e o neocolonialismo do século XIX.
2)Quais foram os interesses econômicos que provocaram a corrida colonial entre as potências europeias?
3) Quais argumentos político-culturais foram utilizados para defender o imperialismo?
4) Relacione o texto e a segunda imagem.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mostra de Projetos 2013: Renascimento

Olá pessoal,

Demorou, mas finalmente organizo a exposição das fotos do projeto de 2013 dos 7˚anos. Vale destacar todo o empenho dos alunos, em um projeto longo, que começou em março e só terminou em novembro, além, é claro, de todo o trabalho complementar - e lindo- realizado na sala de Artes com a professora Ciça. Parabéns a todos e que 2014 seja ainda melhor, repleto de novidades, criatividade e capricho!!! 

Vamos ao início de tudo… 
A Idade Média: Pesquisa, maquetes, apresentações: 




E as atividades seguem, o ano passa e as atividades se diversificam. Compreendemos a transição para o período moderno e… era hora de definirmos nossa rede: 
Rede pronta, iniciamos nossas atividades utilizando arte digital, para alguns um desafio, mas, sem dúvida, os resultados valeram muito a pena! Abaixo a Bia e a Duda viraram a Monalisa, o Gabriel e o Matheus Oliveira foram até Atenas, bater um papinho com os filósofos da Academia e eu pude estar na pele de uma obra do Leonardo da Vinci que amo: a Madonna Benois, embora, convenhamos, a testa foi uma coisa muito séria! As mulheres do Renascimento gostavam de retirar as sombrancelhas para alongar a testa, aff, eu não! Coloquei uma camada a mais de cabelos para deixar a minha "menos pior" e a Clarinha bebê virou o menino Jesus. Tudo amparado por pesquisas sobre os autores das obras, informações como para quem ela foi produzida, onde se encontra hoje, e claro, o melhor de tudo, as curiosidades...





Ok, Ok, nos divertimos muito nessa aula, rimos uns dos outros e tal…  Mas as atividades prosseguiram, em Artes vocês se aperfeiçoaram na perspectiva e na elaboração das tintas naturais e em História aprofundamos a pesquisa no gênio que melhor representa esse brilhante período histórico, Leonardo da Vinci. Pesquisamos, analisamos e novamente construímos as maquetes de seus inventos: 


Finalmente, novembro chegou e estávamos prontos para a nossa Mostra: 
Nossa linda sala, muito orgulho e emoção ao ver o trabalho de um ano todo tão harmoniosamente exposto. 



Releituras, maquetes, trabalhos em tela com tintas naturais e découpage e as pesquisas realizadas. 


O início de tudo, as pesquisas e atividades sobre a Idade Média



Atividades de Arte: Perspectiva e tintas Naturais

Presente final para as famílias: Cds com músicas renascentistas

Eu e minha companheira Ciça: mais um trabalho cumprido!